STAND – Viseu acolhe primeira ação de disseminação de narrativas alternativas sobre comunidades ciganas

Por: Teresa Leitão

No passado dia 28 de maio de 2026, durante a tarde, realizou-se na Casa da Ribeira, em Viseu, uma ação de disseminação de narrativas alternativas, que reuniu cerca de 20 pessoas participantes num momento de partilha, reflexão e diálogo intercultural.

A iniciativa centrou-se na valorização das histórias, experiências e perspetivas de pessoas e comunidades ciganas do território, tendo contado com a participação ativa de pessoas ciganas que co-criaram os conteúdos apresentados. Estas narrativas foram desenvolvidas através da metodologia Photovoice, um processo participativo que combina fotografia e reflexão coletiva, permitindo às pessoas participantes representar aspetos significativos das suas vidas e construir mensagens que desejam transmitir à comunidade envolvente. 

O evento contou ainda com a presença de representantes de autoridades locais e de organizações da sociedade civil de Viseu, promovendo um espaço de encontro entre diferentes perspetivas.

As narrativas partilhadas evidenciaram a diversidade existente dentro das pessoas e comunidades ciganas, abordando temas como a família, o trabalho, as mudanças sociais e culturais. Através das imagens e testemunhos apresentados, procurou-se dar visibilidade a percursos reais, frequentemente invisíveis no espaço público.

A ação integrou também um momento informal de convívio entre as pessoas participantes, com um lanche, assegurado pelo Município de Viseu, com contributos das próprias participantes ciganas, nomeadamente a partilha de guizo e filhoses, elementos inscritos nas suas tradições e vivências culturais.

A sessão em Viseu marcou o arranque de um conjunto de ações de disseminação que irão decorrer em quatro cidades portuguesas — Viseu, Loures, Barcelos e Vila Verde — no âmbito do projeto europeu STAND.

Apresentação da Teresa Leitão da RPCI.

O STAND tem como principais objetivos apoiar as cidades europeias na construção de narrativas que valorizem a convivência na diversidade e o contributo das minorias para o desenvolvimento social e cultural, bem como capacitar organizações da sociedade civil, especialmente no domínio da juventude, para a criação e divulgação dessas narrativas. Pretende ainda reforçar o intercâmbio e a cooperação entre cidades europeias em torno destes temas centrais.

Ao promover espaços onde as próprias pessoas e comunidades assumem um papel ativo na construção das suas narrativas, iniciativas como esta contribuem para uma sociedade mais informada, inclusiva e consciente da riqueza da diversidade que a compõem.

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Vila Verde acolheu o Policy Lab do Projeto EPIC_IDEA

Por: Inês Granja

O município de Vila Verde recebeu, nos dias 7 e 8 de maio, o Policy Lab do projeto europeu EPIC_IDEA (Empowering Youth Participation for Inclusive and plural Communities), uma iniciativa que promove a participação cidadã e democrática das pessoas jovens na construção de comunidades mais inclusivas e plurais. O projeto resulta de uma parceria transnacional entre organizações da sociedade civil de Portugal, Espanha, Itália e Hungria, inspirada no trabalho desenvolvido no âmbito da Rede Internacional das Cidades Interculturais do Conselho da Europa.

Em Portugal, o projeto conta com a participação dos municípios de Cascais, Santa Maria da Feira e Vila Verde, bem como do parceiro social Clube Intercultural Europeu, integrando a ação desenvolvida pela Rede Portuguesa das Cidades Interculturais (RPCI). O projeto decorre entre setembro de 2024 e agosto de 2026.

O Policy Lab constituiu o terceiro encontro nacional do projeto EPIC_IDEA e a última atividade nacional da iniciativa em Portugal, depois da realização de eventos dedicados a youth workers em Santa Maria da Feira e a pessoas jovens em Cascais. Assumindo-se como um espaço estruturado de governança participativa e diálogo multissetorial, o encontro reuniu pessoas jovens, profissionais da juventude e responsáveis pela formulação e implementação de políticas públicas, com o objetivo de fomentar uma participação juvenil mais equitativa, significativa e informada nos processos de decisão.

Ao longo de dois dias de trabalho, em Vila Verde, pessoas jovens designadas pelas entidades do consórcio nacional participaram num processo de capacitação e cocriação orientado para o reforço da participação juvenil nos processos de decisão pública. O programa integrou sessões de sensibilização para a cidadania ativa e participação democrática, bem como momentos de capacitação focados na identificação de desafios estruturais e na formulação de propostas concretas, fundamentadas e exequíveis.

Esta atividade representou mais uma etapa no processo de fortalecimento do papel das pessoas jovens ativistas, promovendo momentos de diálogo e advocacy com instituições locais e nacionais. O principal objetivo foi aproximar a experiência e a voz das pessoas jovens da dimensão institucional, construindo pontes e alianças com decisores políticos para responder às causas profundas das necessidades identificadas ao longo do projeto.

Durante os dois dias, as pessoas participantes tiveram oportunidade de apresentar ideias, propostas e recomendações políticas. Organizados em grupos mistos, compostos por pessoas jovens e técnicos municipais, as pessoas participantes trabalharam metodologias colaborativas de diagnóstico, pensamento estratégico e mapeamento de stakeholders, refletindo sobre desafios sociais e sobre o impacto dessas problemáticas junto da juventude, escolas, governos, empresas e organizações da sociedade civil.

No segundo dia, o foco passou para a criação de soluções e recomendações concretas. Os grupos imaginaram cenários futuros mais inclusivos e definiram propostas de ação para os alcançar. As equipas trabalharam ainda a componente de comunicação e advocacy das suas ideias, utilizando ferramentas de Inteligência Artificial para desenvolver slogans, identidades visuais e apresentações públicas das propostas.

O momento final do Policy Lab consistiu numa sessão de diálogo estruturado entre pessoas jovens participantes e decisores, representantes institucionais do Município de Vila Verde, incluindo a Presidente da Câmara Municipal, Júlia Fernandes, o Vice-Presidente Manuel Lopes, a Vereadora Beatriz Silva e a Chefe de Departamento Helena Bonzinho. Num formato participativo de debate e feedback, as pessoas jovens apresentaram as suas propostas e recomendações políticas, procurando promover compromissos concretos para a eventual integração destas medidas em futuras políticas públicas ligadas à juventude e ao futuro da União Europeia.

Através da sistematização e tradução das propostas em recomendações políticas construídas em conjunto, este processo contribuiu para amplificar as vozes das novas gerações e reforçar a sustentabilidade e relevância das políticas públicas, incentivando o compromisso dos decisores políticos com medidas concretas identificadas pelas pessoas jovens participantes.

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Ações anti-rumores de nível local nas três cidades EPIC

Por: Inês Granja

O projeto EPIC_IDEA (Empowering Youth Participation for Inclusive and Plural Communities) promove a participação ativa de pessoas jovens na vida democrática e cívica, incentivando a criação de comunidades mais inclusivas e plurais através de abordagens participativas e de base local. Desenvolvido por uma parceria transnacional de organizações da sociedade civil, o projeto reúne entidades de Portugal, Espanha, Itália e Hungria, inspirando-se no trabalho realizado no âmbito da Rede Internacional das Cidades Interculturais do Conselho da Europa. Em Portugal, o projeto conta com a participação dos municípios de Cascais, Santa Maria da Feira e Vila Verde, bem como do parceiro social Clube Intercultural Europeu. O projeto decorre entre setembro de 2024 e agosto de 2026.

No âmbito do projeto, foram implementadas, em novembro de 2025  ações Anti-Rumores em Cascais, Santa Maria da Feira e Vila Verde, envolvendo um total de 255 participantes, maioritariamente crianças e pessoas jovens. Estas iniciativas tiveram como principal objetivo mobilizar pessoas jovens ativistas para a criação e implementação de ações locais capazes de promover o pensamento crítico, combater estereótipos e preconceitos e reforçar os valores europeus da diversidade, inclusão e participação democrática. As ações nasceram de propostas desenvolvidas por pessoas jovens participantes do National Youth Camp do EPIC IDEIA e foram posteriormente adaptadas aos diferentes contextos locais, recorrendo a metodologias artísticas, criativas e participativas.

Em Cascais, pessoas jovens ativistas decidiram trabalhar os rumores associados aos bairros de habitação municipal e à estigmatização das pessoas jovens que vivem nesses contextos. Através de um processo colaborativo entre pessoas jovens de diferentes bairros, foram produzidos dois vídeos curtos destinados a desconstruir preconceitos e a dar visibilidade a experiências reais de discriminação. Toda a conceção dos guiões, personagens e filmagens foi liderada pelas respetivas pessoas jovens, com apoio técnico de um artista local. A ação culminou num evento público integrado numa celebração comunitária, onde os vídeos foram apresentados e debatidos com representantes institucionais, associações locais, famílias e membros da comunidade (ver imagem abaixo). O momento permitiu refletir sobre os impactos dos rumores na vida das pessoas jovens e reforçar o papel das iniciativas comunitárias na promoção da inclusão.

Em Santa Maria da Feira, o grupo de pessoas jovens ativistas optou por desenvolver uma oficina artística de pintura de tote bags (ver imagem abaixo), centrada na reflexão sobre rumores e preconceitos relacionados com migração, deficiência, género e comunidade cigana. O workshop decorreu no CIRAC – Fórum Cultural de Paços de Brandão e reuniu crianças, pessoas jovens, famílias e membros da comunidade local. Após uma sessão inicial de diálogo sobre rumores e desinformação, as pessoas participantes transformaram as suas reflexões em mensagens visuais pintadas em sacos reutilizáveis. A ação incluiu ainda uma dimensão de sensibilização comunitária, com as pessoas participantes a distribuírem os tote bags em cafés, comércio local e espaços públicos, promovendo conversas sobre preconceitos, empatia e pensamento crítico junto da população.

Já em Vila Verde,  algumas pessoas jovens do GIF J – Gabinete da Infância e Família Jovem – decidiram centrar a sua ação nos rumores e preconceitos dirigidos a pessoas das comunidades ciganas. Para isso, criaram um podcast sobre questões sociais, pensado como uma ferramenta acessível e próxima de outras pessoas jovens. O episódio contou com a participação de Susana Silveira e Filipa Matos, duas mulheres ciganas portuguesas, que partilharam testemunhos sobre discriminação, exclusão e os impactos dos estereótipos nas suas vidas pessoais e profissionais. Toda a criação, organização, condução da entrevista e dimensão artística do podcast ficaram a cargo das pessoas jovens do GIF J. A apresentação foi assegurada por Luiza Castilhos e Inês Martins, a música foi criada por Guilherme Firmo e a edição realizada por Inês Martins. O podcast foi posteriormente utilizado como recurso pedagógico em duas sessões Anti-Rumores dinamizadas pelas respectivas pessoas jovens na Escola Secundária de Vila Verde (ver imagem abaixo), no dia 27 de novembro de 2025, promovendo momentos de escuta, diálogo e reflexão crítica entre pessoas estudantes. Ouçam o podcast criado pelo grupo de pessoas jovens de Vila Verde aqui: Spotify

As ações implementadas nas três cidades demonstraram o potencial das abordagens lideradas por pessoas jovens na promoção da inclusão, da cidadania ativa e do combate à discriminação. Através de metodologias criativas e participativas — como vídeo, pintura e podcast —  pessoas jovens ativistas assumiram um papel central enquanto agentes de mudança, contribuindo para a construção de comunidades mais inclusivas, plurais e conscientes do impacto dos rumores e preconceitos no quotidiano.

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Capacitar para incluir: formação em competências interculturais no âmbito do PMIM de Loures

Por: Mab Marques

No âmbito do Plano Municipal para a Integração de Migrantes (PMIM) de Loures, a Cooperativa RPCI realizou, nos dias 19, 24, 26 e 31 de março, em Loures, uma formação dedicada às Competências Interculturais, dirigida a profissionais que atuam diretamente com a população migrante, com o objetivo de reforçar práticas mais inclusivas e culturalmente conscientes.

Com uma carga horária total de 21 horas, a formação contou com a participação de 26 pessoas (24 mulheres e 2 homens), maioritariamente profissionais da Câmara Municipal de Loures, provenientes de áreas como a saúde, a habitação e a educação, bem como um representante de uma associação de pessoas migrantes.

Ao longo dos quatro dias, foram abordados temas fundamentais como diversidade, inclusão, estereótipos e preconceitos, interseccionalidade, interculturalidade, relativismo cultural e etnocentrismo, direitos humanos, discriminação, equidade, justiça social e ação afirmativa. A formação integrou ainda conteúdos sobre comunicação intercultural, comunicação não violenta, empatia e comunicação empática, culminando com práticas de integração intercultural.

A iniciativa caracterizou-se por um ambiente dinâmico e participativo, marcado por debates enriquecedores, momentos de reflexão crítica sobre enviesamentos individuais e uma significativa partilha de experiências entre participantes.

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Atividade em Loures junta a comunidade “À Bola com a Cultura”

No dia 22 de março de 2026, o Parque Desportivo da Urbanização Terraços da Ponte (Ex Quinta do Mocho) foi palco de uma iniciativa que uniu desporto e interculturalidade: o torneio de futebol “À Bola com a Cultura”, promovido no âmbito do PMIM Loures (Plano Municipal para a Integração de Migrantes), do qual a RPCI é entidade co-implementadora.

O evento teve como principal objetivo fomentar o encontro e a convivência entre pessoas de diferentes territórios e origens culturais, ao todo 86 pessoas, utilizando o futebol como linguagem universal de aproximação. Ao longo do dia, várias equipas entraram em campo num ambiente marcado pelo fair play, respeito mútuo e espírito de equipa. Através do desporto criou-se um espaço seguro de partilha e cooperação e onde a música e a entrega de prémios não faltaram.

Mais do que a competição em si, o torneio destacou-se pela celebração da diversidade, reunindo participantes e público em torno de valores como inclusão, partilha e cidadania ativa. Entre jogos animados e momentos de convívio, foi possível assistir a trocas culturais espontâneas, reforçando laços entre Associações e comunidades distintas.

Sandra Carvalho (Município de Loures), Nelito Monteiro (mediador intercultural) e Sofia Brito (RPCI) marcam presença no evento

A iniciativa “À Bola com a Cultura” integra um conjunto mais amplo de ações do PMIM, e esta em particular visa promover a integração social, e o diálogo intercultural  e desportivo no concelho. A forte adesão ao torneio demonstra a importância deste tipo de eventos na construção de uma sociedade mais inclusiva.

Para além da componente competitiva, o torneio foi marcado por momentos de convívio e celebração, onde o desporto serviu de pretexto para a construção de relações e o fortalecimento do sentido de pertença. Independentemente dos resultados, o verdadeiro destaque foi o ambiente vivido ao longo da manhã, deixando uma mensagem clara: a diversidade é uma riqueza que se constrói em conjunto.

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#Integração #eventos #comunidade #participação

Já lançámos o Projeto FAIR EUROPE: unidos contra o anti-ciganismo

Temos o prazer de anunciar o lançamento oficial do projeto europeu FAIR EUROPE – Fostering Awareness and Interculturalism with Roma communities in European cities
O projeto começou com o primeiro evento de capacitação transnacional, realizado em Casalecchio di Reno, na Itália, no início de março de 2026. Este encontro, coordenado pelo ICEI – Istituto Cooperazione Economica Internazionale, reuniu representantes de municípios e da sociedade civil de 8 países europeus para definir estratégias comuns contra a discriminação das populações ciganas, sinti e viajantes.

Do lado da RPCI participaram duas pessoas das comunidades ciganas que ofereceram um importante contributo para os trabalhos.

Graças à valiosa contribuição das pessoas especialistas Mevalana Sahiti, Antonella Gandolfi e Florin Botonogu, explorámos temas cruciais como:
• Raízes do anti-ciganismo: análise histórica e cultural e estratégias de combate.
• Perceção e direitos: comparação entre os diferentes contextos europeus para remover os obstáculos ao reconhecimento dos direitos fundamentais.
• Boas práticas: partilha de modelos locais bem-sucedidos para promover a inclusão.
• Sinergia institucional: identificação de questões críticas e oportunidades na colaboração entre as autoridades locais e a sociedade civil.
O objetivo é traçar um caminho comum que conduza a uma verdadeira mudança cultural nas cidades europeias.

O FAIR Europe é um projeto financiado pelo Programa CERV da Comissão Europeia, implementado por um consórcio de organizações liderado pelo ICEI (Itália) em colaboração com a RPCI – Rede Portuguesa das Cidades Interculturais (Portugal), a Ajuntament de Castelló de la Plana (Espanha), a Câmara Municipal de Ioannina (Grécia), a Besançon, Ville et Communauté Urbaine (França), com a participação de autoridades locais, organizações de juventude e instituições internacionais, incluindo o Conselho da Europa.

Associados: Primaria Municipiului Bucuresti, cidade de Vinnytsia, cidade de Botevgrad
Participam ainda: Comune di Casalecchio di Reno, Comune di Milano, Comune Di Montesilvano, Câmara Municipal de Barcelos, Câmara Municipal de Cascais, Câmara Municipal de Oeiras, Câmara Municipal de Viseu.

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#FAIREUROPE #Inclusion #RomaCommunities #ICEI #SocialImpact #CapacityBuilding #Cittadinanza #Interculturale

Portimão recebe as cidades da RPCI para acolher evento anual

Portimão recebeu, nos dias 11 e 12 de fevereiro, a Reunião Anual das Cidades RPCI. Obrigada pela excelente hospitalidade, Portimão!

Reunimos anualmente para nos conhecermos melhor, convivermos, mas acima de tudo, para partilharmos experiências e aprendizagens que o ano anterior nos trouxe e planear o novo ano de trabalho, em particular, o projeto intercidades.

Este ano reunimos representantes das cidades de Albufeira, Barcelos, Cascais, Lisboa, Loures, Portimão, Odemira e Oeiras, num total de 27 participantes nos dois dias.

Dia 11

A sessão de boas-vindas foi conduzida pelo vereador José Pedro Cardoso, da Câmara Municipal de Portimão, e por Carla Calado, Coordenadora da RPCI e Presidente da Cooperativa RPCI, que destacaram o compromisso com a interculturalidade.

Durante a manhã do primeiro dia, os participantes envolveram-se na sessão de trabalho sobre o projeto anual “Words Matter: Cities Against Hate Speech”, focado no combate ao discurso de ódio e foi apresentado um balanço dos projetos que estão a decorrer.

À tarde, foi a realizada a II Comunidade de Práticas Nacional do Projeto STAND, onde Barcelos, Loures, Vila Verde e Viseu partilharam o ponto de situação naa construção de narrativas alternativas com impacto nas suas comunidades.

Seguiu-se um Workshop sobre combate ao discurso de ódio, dinamizado por Cristina Ribeiro, da Câmara Municipal de Oeiras.

O dia terminou com uma visita guiada ao Museu de Portimão, e com uma visita guiada ao Museu de Portimão.

DIA 12

O segundo dia do nosso encontro, começámos com uma visita guiada ao território, destacando-se o Centro de Interpretação de Alcalar, onde os participantes tiveram oportunidade de conhecer as estruturas fúnebres megalíticas e a relevância arqueológica do local

Após a visita, tivemos o prazer de ficar a conhecer os projetos e iniciativas desenvolvidos em Portimão. Num primeiro momento, a Câmara Municipal de Portimão partilhou os projetos e iniciativas da Divisão de Habitação, Desenvolvimento Social e Saúde, destacando os da área da interculturalidade e intervenção social. De seguida, os participantes ficaram a conhecer o trabalho realizado e os desafios enfrentados pelas associações locais — CAPELAGrupo Mulheres do Brasil (Algarve) e ESOSA

A reunião encerrou com um almoço na Mexilhoeira Grande e o regresso de todas as pessoas participantes às suas respetivas cidades. Foram dois dias de trabalho muito produtivos com partilha de práticas e reflexão conjunta sobre estratégias de promoção da interculturalidade, de cooperação entre cidades e combate ao discurso de ódio.

O trabalho continua…

Boas-vindas por parte do Vereador do Município de Portimão
O Município de Loures apresenta as suas iniciativas no âmbito do projeto STAND
Visita aos monumentos megalíticos de Alcalar
A preparação do regresso a casa

#cidadesinterculturais #ICCities

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SPIRIT – Coesão social, diversidade e desporto no contexto local

Nos dias 22 e 23 de janeiro celebrámos em Bilbao o evento de lançamento do SPIRIT – Sports for Participation, Inclusion, Respect, Interculturality & Tolerance, um projeto europeu que parte de uma ideia clara: o desporto não é neutro. Pode ser um espaço de convivência e coesão, mas também reproduzir desigualdades e violências se não for acompanhado de políticas, valores e ação pública consciente.

O projeto envolve 5 países europeus (Portugal, Espanha, Itália, Alemanha e Suécia) e 11 cidades (Bilbao, Cartagena e Castellon de la Plana (ES), Cascais, Loures e Oeiras (PT) Capannori, Forli e Zagarolo (IT), Linkoping (SWE) e Erlangen (GER)). O grande objetivo é apoiar cidades europeias no desenvolvimento de estratégias que promovam a coesão social e a convivência intercultural através do desporto, em colaboração com clubes, federações, organizações da sociedade civil (OSCs) e setor privado. Pretende-se também reforçar a participação democrática na definição de políticas desportivas, capacitando os diferentes atores locais para contribuírem ativamente para estratégias inclusivas. Paralelamente, promove o aumento da participação no desporto local e o intercâmbio entre cidades europeias neste domínio.

Durante o encontro, as várias cidades europeias envolvidas no projeto partilharam estratégias, programas e experiências que demonstram que a promoção da atividade física desportiva só é verdadeiramente transformadora quando anda de mãos dadas com a equidade, a igualdade de género, a luta contra o racismo e a participação cidadã. Desde a abordagem “EquitActive” até iniciativas locais e comunitárias, o SPIRIT deu os seus primeiros passos, colocando o foco nos ingredientes que fazem do desporto uma ferramenta de inclusão real.

E foi apenas o começo… Nos próximos meses, o SPIRIT continuará a impulsionar espaços de aprendizagem, diálogo e co-criação entre cidades, organizações desportivas e a sociedade civil para avançar em direção a políticas desportivas mais justas, inclusivas e coesas.

Senão vejamos; o projeto tem a duração de 24 meses e vai ser desenvolvido em 7 fases em que, cada uma, se baseia na fase anterior, alimenta a fase seguinte e produz resultados concretos:

  1. Diagnóstico Participativo (fev-maio 2026) onde iremos levar a cabo, junto de atores sociais e institucionais, uma análise comparativa de necessidades e desafios no campo do desporto, ao nível local, numa ótica intercultural. Através de entrevistas, questionários e focus groups nas 12 cidades envolvidas.
  2. Hubs para Participação e Diálogo (maio-jun 2026 – out2027) onde iremos criar 1 Hub local por cidade. Esses Hubs são espaços multifuncionais para cocriar, testar e fortalecer políticas locais relacionadas com o desporto a partir de uma perspetiva intercultural e de coesão social intercultural. Iremos envolver: pessoas em cargos políticos e pessoal dos municípios, organizações da sociedade civil e outras associações/clubes.
  3. Formação de Autoridades Locais e OSCs (julho-oct 2026) que consistem em programas de formação abrangentes a nível nacional/local, concebidos para reforçar as capacidades nas áreas do desporto, inclusão e interculturalidade. As formações baseiam-se nos resultados do diagnóstico e estão ligadas ao trabalho dos Núcleos Locais (Hubs). Quem participará na formação: representantes políticos e técnicos dos municípios, organizações da sociedade civil e outras associações/clubes.
  4. Planos de Ação Locais (oct-nov 2026) serão pensados e estruturados num evento de intercâmbio transnacional em Itália. Este será focado na formulação de políticas desportivas a partir de uma perspectiva intercultural, reunindo parceiros para refletir sobre a implementação e aprendizagens do projeto.
  5. Ações Piloto (jan-junho 2027). Nesta fase, vamos criar e implementar ações-piloto locais utilizando o desporto como ferramenta para promover a coesão social, a inclusão e a interação nas cidades. Cada Núcleo Local (Hub) selecionará e implementará uma ou mais ações incluídas em seu Plano de Ação Local. Quem estará envolvido: Núcleos Locais, grupos-alvo selecionados localmente e uma cooperação entre municípios, OSCs e outras organizações e clubes.
  6. Campanha de Sensibilização (verão 2027) sob o tema “Coesão social, diversidade e desporto no contexto local”. Esta campanha será da responsabilidade da agência espanhola Cidália, parceira deste projeto.
  7. Disseminação e Sustentabilidade (Q3 e Q4 2027) Divulgação dos resultados do SPIRIT a nível nacional por meio de um evento presencial, reunindo cidades, partes interessadas e especialistas. Neste evento serão apresentados: os Planos de Ação Locais; as Ações piloto implementadas a nível local; o conteúdo, materiais e mensagens da campanha. E, finalmente, um evento transnacional presencial de dois dias, em Estrasburgo, que vai reunir as 11 cidades europeias para trocar experiências, consolidar aprendizagens e fortalecer a sustentabilidade dos resultados do SPIRIT.

Não percam os próximos eventos e atividades do projeto!
Visitem 👉 https://proyectospirit.eu/

#cidadesinterculturais #SPIRITherewego #inclusão #desporto

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Encerramos um Ano ÉPICO 

Por: Eva Calado

Estamos a preparar-nos para encerrar este ano, olhando para as nossas conquistas, enquanto pensamos no que está por vir…

Como temos tido a oportunidade de partilhar, 2025 certamente foi um ano fundamental para o projeto EPIC. Começámos com pesquisas comunitárias e análises “bottom-up” acerca das perspectivas das pessoas jovens sobre o futuro da UE… Em seguida, pessoas jovens ativistas de Itália, Espanha, Portugal e Hungria reuniram-se no “Youth Summit” em Budapeste, trazendo energia, insights e propostas das suas comunidades.

Antes de nos reunirmos lá, no entanto, algo igualmente impactante estava a acontecer nas comunidades locais em toda a Europa… os “Youth Camps” EPIC_IDEA – foram a base onde várias pessoas jovens se reuniram em cada país para aprender, trocar e co-criar o futuro. Em portugal aconteceu em Cascais (setembro).

Estes “Youth Camps” tornaram-se o coração do projeto…

  • Pessoas jovens de diferentes cidades partilharam as suas experiências e histórias;
  • Fornecemos formação aprofundada sobre ativismo, processos participativos e comunicação inclusiva;
  • As pessoas participantes projetaram ações concretas contra rumores para trabalhar com as suas comunidades locais;
  • As propostas lideradas pelas pessoas jovens para o futuro da Europa tomaram forma;
  • Aconteceram conversas reais sobre os impactos da mudança.

Da ação local ao impacto transnacional — foi assim que tudo se conectou. 

Vejam as imagens para conferir o que tornou estes “Youth Camps” transformacionais e continuem a acompanhar o progresso do projeto através de #EPICYOUTH e #EPIC_Idea

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#inclusão #integração #proximidade #sensibilidade #participação #jovens #RPCI #cidadesinterculturais #ICCities

#YouthEngagement #Inclusão #açãocomunitária #YouthVoice #BeEPIC”

Portugal Plural: Youth Summit reúne jovens para discutir participação e futuro

Por: Danielle Menezes, em português brasileiro

O Portugal Plural regressa com um novo episódio. Este é focado no Youth Summit do projeto EPIC_IDEA — Empoderar Participação Jovem para Comunidades Inclusivas e Plurais, que decorreu em Budapeste entre os dias 18 e 20 de novembro e reuniu pessoas jovens de Portugal, Espanha, Itália e Hungria. 

O Projeto EPIC_IDEA (Empowering Youth Participation for Inclusive and plural Communities) é promovido por uma parceria transnacional de organizações da sociedade civil trabalhando juntas para criar as condições para uma abordagem efetiva de baixo para cima na promoção da participação cidadã – em particular, de pessoas jovens – na vida democrática e cívica nos 4 países alvo: Itália, Hungria, Espanha e Portugal. A iniciativa surgiu das relações criadas no âmbito da Rede Internacional das Cidades Interculturais, um programa do Conselho da Europa, e inspira-se no trabalho realizado pelas redes Portuguesa (RPCI), Espanhola (RECI) e Italiana (ICEI), juntando um total de 69 cidades nos três países. Em Portugal conta com 3 cidades: Cascais, Santa Maria da Feira e Vila Verde e com um parceiro social: Clube Intercultural Europeu — um dos atuais projetos internacionais coordenados em Portugal pela RPCI que busca ampliar a participação da juventude e promover espaços de diálogo sobre temas que atravessam a vida nas comunidades locais.

Na organização deste episódio de podcast foi envolvida toda a comitiva portuguesa que participou no evento, que foi composta por 8 pessoas, Inês Granja, coordenadora do projeto em Portugal (RPCI), Teresa Oliveira, youth worker do Clube Intercultural Europeu, entidade nacional parceira do projeto, e duas pessoas jovens de cada cidade portuguesa envolvida, Cascais, Santa Maria da Feira e Vila Verde, selecionadas localmente pelos respectivos grupos de pessoas jovens. 

O episódio sobre o Youth Summit procurou refletir sobre como este evento preparou as pessoas jovens dos 4 países do consórcio do projeto para a campanha de sensibilização antirrumores que será desenvolvida nos próximos meses, e como esta etapa do projeto foi importante para abrir espaço para reflexão sobre experiências comuns e formas de construir mensagens e ações em conjunto.

Legenda: Expectativas, motivações e o encontro entre realidades diferentes (Fotografias fornecidas pela United for Intercultural Action)

O episódio do podcast Portugal Plural, gravado durante o evento, começou por destacar as motivações para participar do Youth Summit. Muitos queriam conhecer outras realidades e entender como questões presentes em seus contextos aparecem também em outros países.

O encontro permitiu perceber pontos de convergência entre participantes com formações, línguas e trajetórias distintas. Esse aspecto apareceu em vários relatos ao longo do episódio, mostrando como o trabalho em grupo favorece trocas que aprofundaram o entendimento sobre desafios compartilhados.

Construção coletiva e temas trabalhados durante o Youth Summit

Ao longo dos três dias, as pessoas participantes foram envolvidas em atividades voltadas para análise de problemas, escuta ativa e elaboração de ideias em conjunto. As discussões giraram em torno de temas que fazem parte do cotidiano de muitas pessoas jovens europeias, como discriminação, saúde mental e tecnologia.

Essas reflexões foram essenciais para iniciar o processo de construção da futura campanha antirrumores, que exigirá clareza nas mensagens e atenção às experiências das diversas comunidades envolvidas.

Comunicação como prática central do processo formativo

A comunicação esteve no centro das atividades do encontro. Luiza, participante do Youh Summit, comentou sobre o desafio de expressar ideias e sentimentos em um idioma que não é o seu, algo também mencionado por outras pessoas entrevistadas. Mesmo assim, as trocas em inglês ocorreram de maneira fluida.

Já Teresa Oliveira trouxe a perspetiva de quem acompanhou de perto o processo. Ela observou que o grupo se manteve disponível para aprender e compartilhar experiências, o que permitiu identificar pontos de convergência entre participantes de diferentes contextos.

Teresa também ressaltou que a competência mais desenvolvida durante o Youth Summit foi a comunicação, compreendida como prática contínua de diálogo e escuta. Além disso, destacou o fortalecimento da inteligência emocional como habilidade importante para sustentar processos coletivos ao longo do projeto.

O futuro das pessoas jovens e as questões que surgem em vários países

Outro tema presente no encontro foi o futuro. Inês destacou questões que aparecem com frequência em conversas entre pessoas jovens dos quatro países, como dificuldades financeiras e a permanência prolongada na casa dos pais.

Esses temas ajudam a compreender limites e expectativas que atravessam a juventude europeia. Ao mesmo tempo, mostram como desafios estruturais aparecem de maneiras diferentes, mas impactam trajetórias de forma semelhante.

Acompanhe os próximos passos do projeto EPIC_IDEA

O Youth Summit do projeto EPIC_IDEA marcou um momento importante na construção da campanha de sensibilização que será elaborada pela juventude. As discussões, trocas e análises realizadas ao longo dos três dias seguirão como base para as etapas futuras do projeto.

#cidadesinterculturais #interculturalidade #EPICyouth

Ouçam o episódio na íntegra no Spotify.
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