18 junho – Dia Internacional de Combate ao Discurso de Ódio

Por: Marta Pereira e Carla Calado

A 18 de junho de 2025 assinalou-se o Dia Internacional de Combate ao Discurso de Ódio. No mesmo dia, foi publicado o relatório da Comissão Europeia contra o Racismo e a Intolerância (ECRI), relativo a Portugal, que alertou para o aumento preocupante do discurso de ódio no país.

Enquanto a RPCI trabalha para desconstruir estas narrativas de ódio através do projeto STAND, convidamo-lo a refletir sobre o que se entende por discurso de ódio e a conhecer melhor o trabalho que temos vindo a desenvolver para o combater.

Segundo o Conselho da Europa, entende-se por discurso de ódio:

“Todas as formas de expressão que propagam, incitam, promovem ou justificam o ódio, a violência ou a discriminação contra uma pessoa ou grupo de pessoas, com base em características ou estatutos reais ou atribuídos, como a ‘raça’, cor, língua, religião, nacionalidade, origem étnica ou nacional, idade, deficiência, sexo, identidade de género ou orientação sexual.” 

O relatório da ECRI sublinha que, apesar da escassez de dados oficiais, diversas organizações da sociedade civil e entidades independentes têm vindo a denunciar um crescimento significativo do discurso de ódio em Portugal,  que visa sobretudo pessoas Migrantes, as comunidades Ciganas, a população LGBTI e pessoas Negras.  

Entre os aspetos destacados no relatório estão:

  • a normalização do discurso xenófobo e racista por parte de representantes políticos, em particular com discursos anti-imigração;
  • persistência da definição de perfis raciais (racial profiling) e de abusos por parte de agentes policiais;
  • o discurso de ódio online;
  • e os casos de violência motivada por ódio racial, por vezes associada a grupos neonazis.

Particular preocupação merece o discurso anti-migração, especialmente dirigido a pessoas migrantes não europeias, como os de outros países de língua oficial portuguesa e do sul da Ásia. Altamente amplificado por grupos anti-imigração, está cada vez mais presente nas discussões políticas, nomeadamente através da relação errada entre migração e criminalidade – uma retórica sem base factual e já negada pelo diretor nacional da Polícia Judiciária

No mesmo mês em que se assinalou o combate ao Discurso de Ódio, ocorreram vários episódios violentos de inspiração racista e xenófoba em Portugal:

Perante esta escalada de violência e intolerância, torna-se cada vez mais urgente desconstruir as narrativas de ódio que a alimentam e proteger as comunidades mais afetadas.

Uma forma de combater o discurso de ódio é através da promoção de narrativas alternativas. Estas não partem do princípio que basta contrariar ou denunciar as narrativas negativas, propõem, antes, criar uma alternativa de pensamento sobre as situações, assente nos Direitos Humanos e focada em interpretações positivas da realidade. 

É precisamente nesse sentido que atua o projeto STAND, atualmente a ser desenvolvido em Portugal pela RPCI, e que tem como um dos seus principais objetivos a construção de narrativas que valorizem a diversidade e o contributo das minorias para o desenvolvimento da sociedade

Neste projeto, a RPCI envolve quatro cidades: Barcelos, Loures, Vila Verde e Viseu, que participaram em momentos de diagnóstico que permitiram aferir as principais narrativas opressoras vigentes em cada local. Cada cidade elegeu os temas considerados prioritários, tendo Viseu e Barcelos elegido as narrativas que afetam as comunidades Ciganas, Loures as narrativas dirigidas a pessoas jovens de origem estrangeira e Vila Verde as dirigidas a comunidades de diversas origens. 

Na semana passada iniciou-se uma segunda fase do projeto, com formação para agentes locais em Barcelos, Vila Verde e Viseu com participação de cerca de 52 pessoas no total. Estas três ações de formação permitiram refletir sobre e desconstruir preconceitos, identificar as raízes das narrativas opressoras e da desinformação que fundamentam o discurso de ódio e aprender sobre como construir novas narrativas.

Formação com agentes locais em Barcelos

Nestas ações, foram analisados os processos sociais pelos quais são desenvolvidas e disseminadas narrativas opressoras, muitas vezes promotoras do ódio e da intolerância e potenciado o debate sobre os mesmos.

Perante o crescimento do discurso de ódio em Portugal, é fundamental somar esforços e afirmar que a discriminação não tem lugar numa sociedade democrática. Foi nesse espírito que a Associação Portuguesa para a Diversidade e Inclusão (APPDI), a Amnistia Internacional Portugal e a Associação CRESCER lançaram a Carta Aberta “Ódio não é Opinião: Contra a discriminação em Portugal”. A RPCI subscreve esta iniciativa e convida todas as pessoas e organizações a juntarem-se a este apelo em defesa dos Direitos Humanos e da inclusão.

Formação com agentes locais em Vila Verde

Acreditamos que apenas pelo diálogo e pela educação é possível construir uma sociedade mais inclusiva e intercultural, que valoriza a diversidade e favorece a verdadeira justiça social.

De seguida será realizada a formação em Loures e workshops de co-criação de narrativas em todas as cidades com as comunidades visadas, implementado metodologias participativas e de colaboração entre a autarquia, serviços públicos e as comunidades. 

Formação com agentes locais em Viseu

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#westandtogether #ICCities #cidadesinterculturais #TAKEASTAND

A RPCI dá as boas vindas a Vila Nova de Gaia!

É com muito orgulho e prazer que recebemos mais um município membro na rede!

Acompanhando os fluxos migratórios mundiais decorrentes do fenómeno da globalização, o concelho de Vila Nova de Gaia tem enfrentado crescentes desafios inerentes à interculturalidade e ao aumento exponencial da imigração no território que, na última década, verificou um aumento superior a 200%. Nesta conjuntura, tem sido reforçado um trabalho social colaborativo que procura salvaguardar os direitos fundamentais dos imigrantes que chegam a este território, através de um acolhimento humanizado e da inclusão social de todos.

Vila Nova de Gaia à beira rio

É compromisso do Município de Vila Nova de Gaia contribuir para uma sociedade mais plural e inclusiva, enquanto território que tem integrado, desde há vários anos, a temática da interculturalidade nos seus documentos estratégicos de planeamento de políticas públicas (https://www.cm-gaia.pt/pt/cidade/acao-social/interculturalidade/), o que se tem refletido numa maior aposta em projetos de intervenção social nesta matéria.

Rota da Interculturalidade (https://www.cm-gaia.pt/pt/cidade/acao-social/interculturalidade/rota-da-interculturalidade/) é um evento anual que enaltece a diversidade cultural através de iniciativas diversificadas e inspiradoras, potenciadoras do diálogo intercultural entre os migrantes e os grupos étnicos existentes no concelho e a sua comunidade de acolhimento. O município disponibiliza também serviços de atendimento especializado para informação e apoio destinado a facilitarem a sua integração, nomeadamente o Gabinete de Apoio ao Emigrante (GAE) e o Centro Local de Apoio À Integração de Migrantes (CLAIM).

Damos os parabéns a Vila Nova de Gaia por esta iniciativa e compromisso!

Podem consultar o website do município de Vila Nova de Gaia e seguir as suas redes sociais:

Facebook: http://www.facebook.com/presidentecamaragaia?fref=ts

Instagram: https://www.instagram.com/cm_gaia/

YouTube: https://www.youtube.com/user/GaiaTVMunicipio/videos

Aproveite para conhecer todas as cidades da RPCI, aqui:

https://cidadesinterculturais.pt/cidades-aderentes-2/

#cidadesinterculturais #ICCities

(Take a) STAND: A voz das pessoas jovens 

Por: Sofia Brito

No âmbito do Projeto STAND, a Câmara Municipal de Loures e a RPCI organizaram um evento de convívio e reflexão entre jovens no passado 24 de maio, no Parque Nacional do Cabeço de Montachique, Loures, com o objetivo de refletir sobre as narrativas existentes que afetam negativamente as suas vidas. 

Narrativas Alternativas: o que são e porque importam?

Nos dias de hoje, as pessoas jovens estão imersas num turbilhão de informações, opiniões e histórias que circulam rapidamente através das redes sociais, amizades e até mesmo de maneira informal, nas ruas. Esses “rumores” – muitas vezes distorcidos ou baseados em preconceitos – têm um grande impacto na forma como pessoas jovens se percebem, percebem as outras pessoas e nas relações sociais que estabelecem.

As narrativas alternativas têm sido uma ferramenta poderosa para contrariar as narrativas dominantes e estabelecer um espaço de reflexão crítica sobre questões como o racismo, a igualdade de género e sobre outras formas de discriminação. Ao explorar “o que se diz por aí” – o que é contado, mas também o que é escondido ou distorcido – podemos ajudar pessoas jovens a falar sobre o que as afeta e a desenvolver uma visão mais empática e justa sobre o que afeta outros grupos de jovens.

No dia 24 de maio a Câmara Municipal de Loures convidou a RPCI para dinamizar uma atividade no Parque Nacional do Cabeço de Montachique com jovens dos diferentes bairros do Município para marcar o dia internacional da Diversidade Intercultural ( 21 de maio). Neste evento, para além de atividades radicais e de convívio entre bairros, vivenciou-se um momento de partilha e reflexão sobre as narrativas ouvidas pelas pessoas jovens.

Narrativas Alternativas: Que Rumores ouvem as pessoas Jovens?

Entre as narrativas que as pessoas jovens mencionaram estão narrativas de cariz racista, xenófobo (face a pessoas migrantes), sexista, idadista (sobre as pessoas jovens) e ainda relacionadas com as aptidões escolares e académicas, temas muitas vezes alimentados por estereótipos e desinformação, onde as narrativas alternativas podem ser fundamentais. Embora o mundo tenha feito avanços importantes nas últimas décadas, ainda existem muitas “histórias” a circular sobre as pessoas de diferentes idades, géneros, etnias e culturas que reforçam preconceitos.

Num primeiro momento cada jovem colocou a sua ideia em post-its e verificou-se através dessas ideias que muitos rumores ainda são passados como verdades, como a ideia de que pessoas n*gras são mais propensas a cometer crimes, ou que as pessoas migrantes trazem desvantagens económicas, que “devem voltar para a sua terra” etc… Essas histórias não apenas distorcem a realidade, mas também contribuem para a marginalização de grupos inteiros.

As narrativas alternativas e momentos como este podem incluir a promoção de histórias reais e inspiradoras sobre a diversidade, onde jovens de diferentes origens  e culturas compartilham as suas experiências e debatem sobre o impacto que têm nas suas comunidades. 

A igualdade de género foi outra área crucial onde os rumores e as narrativas tradicionais apontadas por este grupo de pessoas jovens reproduzem ideias que podem moldar negativamente as atitudes e comportamentos, tal como a ideia de que os homens são “naturais” líderes e provedores, enquanto as mulheres são vistas como mais emocionais, voltadas para os cuidados domésticos e de família. Esses estereótipos têm raízes profundas e continuam a influenciar as interações sociais, muitas vezes de forma inconsciente.

Para muitas pessoas jovens, certos comportamentos e profissões ainda são “designados” como mais adequados para um género do que para o outro. Por exemplo, a ideia de que os homens não podem mostrar vulnerabilidade ou prestar cuidados ou que as mulheres não devem ocupar cargos de liderança ainda está muito presente. Foi referido também que a maneira como as mulheres se vestem não pode traduzir como ela está na sociedade, que no fundo é livre de se expressar da maneira mais confortável para si.

As narrativas alternativas, porém, ajudaram a quebrar essas barreiras. As pessoas jovens quiseram mostrar que a igualdade de género vai além da simples divisão de tarefas. Cada vez mais, se questionam os papéis sociais e exploramos as  nossas próprias identidades sem as restrições impostas pelos estereótipos de género. 

Para muitas pessoas jovens, ouvir rumores sobre diferentes grupos pode ser uma forma de moldar suas percepções e atitudes. Em muitos casos, isso é prejudicial, pois reforça estigmas e práticas discriminatórias.

Ao proporcionar espaços para estas pessoas jovens partilharem suas próprias histórias e aprenderem sobre as realidades dos outros, o projeto STAND pode atuar como um agente transformador. A atividade culminou com a eliminação de todos os rumores negativos numa fogueira, de forma a que assim não se perpetue esses mesmos rumores, no seu sentido figurado.

Por fim, as pessoas jovens participantes foram convidadas a identificar narrativas alternativas às apontadas, dizendo de sua justiça o que gostariam que fosse dito acerca destas questões. Abaixo deixamos algumas destas narrativas:

“O lugar da Mulher é onde ela quiser!”

“Os corpos das Mulheres são sempre incríveis!”

“As mulheres são as únicas que se devem sentir bem com o seu próprio corpo!”

“Eu sou N*gro com orgulho!”

“Os N*gros são inteligentes!”

“Portugal é de todos!”

“Os N*gros são lindos!”

“Os m&grantes têm que ser valorizados!”

“Nós temos opinião!”

No final, ao fazerem uma avaliação do que foi experienciado, os jovens deixaram uma apreciação positiva enfatizando a importância do tema e o gosto em terem participado nas atividades que foram realizadas; tanto no worshop como nas atividades de arborismo. A tarde como a que vivemos, num ambiente descontraído, favoreceu o debate e a empatia e privilegiou a troca de experiências e a desconstrução de narrativas, co-criando alternativas mais inclusivas e baseadas na compreensão mútua. Ao questionar estereótipos estamos a promover uma cultura de respeito e igualdade.

Em conjunto, vamos criar novas Narrativas. Acompanhem o projeto STAND!

Podem saber mais sobre o projeto, na página dos projetos ou aqui (em Inglês): https://icei.it/en/progetti/stand/

Outro site interessante, relacionado com este tema: https://odionao.com.pt/

#westandtogheter #ICCities #cidadesinterculturais #TAKEASTAND

Dia Mundial da Diversidade Cultural: Promovendo o Diálogo e o Respeito

Por: Sofia Brito

O Dia Mundial da Diversidade Cultural para o Diálogo e o Desenvolvimento, celebrado em 21 de maio, foi proclamado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2002. A data busca promover a valorização da diversidade cultural e destacar sua importância no desenvolvimento sustentável, na paz e no diálogo entre os povos.

A diversidade cultural refere-se à multiplicidade de formas pelas quais as pessoas expressam a sua cultura. Isso inclui idiomas, religiões, tradições, gastronomia, expressões artísticas, modos de vida e sistemas de valores. Cada cultura contribui com uma visão única do mundo e, juntas, compõem um mosaico enriquecedor da experiência humana.

Imagem que ilustra o Dia Mundial da Diversidade Cultural para o Diálogo e o Desenvolvimento (gerada por Inteligência artificial)

A RPCI quer assinalar esta efeméride como forma de nos conectarmos e fomentar a troca de ideias. Mas sabemos que isso também representa desafios… e é nessa premissa que buscamos:

. Fomentar o diálogo entre culturas diferentes, promovendo o respeito mútuo.

. Combater o preconceito, o racismo e a intolerância.

. Valorizar as contribuições culturais de diferentes povos para o desenvolvimento social, económico e ambiental.

. Apoiar o intercâmbio cultural e a inclusão de grupos marginalizados.

. Ter a diversidade como motor de desenvolvimento.

A diversidade cultural é essencial para o progresso da humanidade. Em sociedades diversas, a troca de conhecimentos e experiências enriquece a inovação, a criatividade e a cooperação. A cultura também desempenha um papel vital na erradicação da pobreza e na promoção de sociedades mais justas e igualitárias.

A diversidade cultural é tão necessária para a humanidade quanto a biodiversidade é para a natureza. Proteger a cultura é, portanto, proteger a dignidade humana.

Neste Dia Mundial da Diversidade Cultural para o Diálogo e o Desenvolvimento, convidamo-los a refletir sobre o valor das diferenças e sobre como o respeito à diversidade pode conduzir-nos a um mundo mais justo, harmonioso e sustentável. Celebrar essa data é reconhecer que, apesar das nossas diferenças, todas as pessoas fazem parte da mesma humanidade.

Aproveitamos para divulgar que o município de Loures convidou a RPCI para parceira do Plano Municipal de Integração de Migrantes (que teve início no final de 2024 e vai até março de 2027), uma medida apoiada pelo FAMI. Neste momento, encontramo-nos na fase de atualização do diagnóstico e revisão do plano anterior.

#cidadesinterculturais

O novo projeto STAND está em curso!

Por: Eva Calado

Com a conclusão do primeiro encontro internacional de formação, lançámos oficialmente o novo projeto STAND – Strengthening Towns’ Activation for New Narratives on Diversity.

O evento de formação reuniu especialistas, redes e membros das autoridades locais.

Coordenado pelo ICEI, involve 15 cidades europeias em 4 países (Itália, Espanha, Portugal e Polónia) que estão a trabalhar em conjunto para co-criar novas narrativas e destacar o valor da coexistência na diversidade e a contribuição dos grupos sub-representados para o desenvolvimento social e cultural das cidades e da Europa como um todo.

O processo envolverá também organizações da sociedade civil activas nos diferentes contextos locais, em especial as que trabalham com jovens, para que possam participar ativamente no processo de criação e divulgação de narrativas alternativas.

O evento de formação de dois dias (26 e 27 de março) no Laboratorio Aperto em Parma, reuniu especialistas, redes e membros das autoridades locais. Em conjunto, partilhámos experiências, exploramos os desafios da comunicação intercultural e contrariamos a desinformação, enquanto refletimos sobre o poder das narrativas a nível local.

O projeto STAND será uma importante oportunidade de intercâmbio e cooperação entre as cidades europeias envolvidas, cujos resultados serão promovidos no âmbito do Programa Cidades Interculturais promovido pelo Conselho da Europa e coordenado, em Portugal, pela RPCI.

Um agradecimento especial à hospitalidade do Município de Parma, às pessoas especialistas: Ika Trijsburg, Carla Calado, Dani de Torres e Claudio Tocchi e a todas as pessoas participantes.

#TAKEASTAND! #cidadesinterculturais

ℹ️ STAND é um projeto financiado pela União Europeia e coordenado pelo ICEI – Istituto Cooperazione Economica Internazionale, implementado em conjunto com a RPCI – Rede Portuguesa das Cidades Interculturais,Diversit e as cidades de Lublin e Wroclaw.

Pessoas peritas: Ika Trijsburg, Carla Calado, Dani de Torres e Claudio Tocchi

Cidade de acolhimento: Comune di Parma

STAND: estudantes de Barcelos participam em workshop sobre narrativas alternativas no Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial

Por: Inês Granja

Legenda: Produto de uma das etapas de trabalho do workshop

Na manhã do passado dia 21 de março, a RPCI esteve na cidades de Barcelos para, no âmbito do projeto STAND, e em conjunto com o município, implementar uma ação de sensibilização com jovens. Três turmas da Escola EB 2, 3 de Manhente foram convidadas a celebrar na biblioteca escolar o 60.º aniversário da Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial e a abrir as festividades do Dia Internacional das Pessoas Ciganas, que se celebra a 8 de abril. O evento contou também com a presença de staff municipal e de profissionais de ensino. A abertura da iniciativa ficou a cargo do Chefe de Divisão da Ação Social e Saúde e a sessão foi guiada pela coordenadora de projetos da RPCI, Inês Granja, com a colaboração da técnica do município de Barcelos, Tânia Carvalho. Houve ainda um momento de conversa com a barcelense cigana Alcina Monteiro, no qual foi convidada a participar Natália Santos, técnica do projeto Escolhas com vasta experiência de trabalho com comunidades ciganas locais.

A ação de sensibilização em Barcelos foi a primeira atividade presencial do projeto STAND em Portugal, que iniciou em janeiro deste ano e termina em agosto de 2027.

 STAND é um projeto internacional, fruto das relações desenvolvidas no âmbito do Programa de Cidades Interculturais do Conselho da Europa. Este projeto tem como propósitos: apoiar as cidades europeias na construção de narrativas que valorizem a diversidade e o contributo das minorias para o desenvolvimento social; envolver e capacitar as organizações da sociedade civil, em particular as que trabalham no domínio da juventude, no processo de construção e divulgação de narrativas alternativas; e aumentar o intercâmbio e a cooperação entre as cidades europeias sobre os temas-alvo do projeto. O STAND envolve cidades e organizações da sociedade civil de 4 países, Espanha, Itália, Polónia e Portugal.

Esta ação com jovens do ensino básico teve por objetivos fomentar a empatia com pessoas ciganas, incentivar a reflexão sobre as interações com as pessoas ciganas e promover narrativas positivas. Num primeiro momento, foi promovida uma reflexão individual e conjunta e, depois, num segundo, um diálogo aberto com Alcina Monteiro, para desconstruir preconceitos e estereótipos sobre as pessoas e as comunidades ciganas.

Duas das três turmas envolvidas nesta atividade já tinham comemorado o Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial no ano passado, numa atividade que veio a ser considerada entre as boas práticas apresentadas pelo projeto Escolas Interculturais (projeto anual 2024 da RPCI) ao Programa das Cidades Interculturais, do Conselho da Europa, e que consta do Guia Abordagem Intercultural nas Escolas, criado pela RPCI no mesmo projeto.

Em breve, traremos novidades acerca do projeto STAND, cuja kick-off meeting se encontra a decorrer, neste momento, em Parma, Itália.

#cidadesinterculturais #takeastand

EPIC: Profissionais de Juventude reúnem em Santa Maria da Feira para identificar caminhos na promoção da participação e inclusão de jovens

Nos dias 13 e 14 de março, Santa Maria da Feira acolheu o Encontro Nacional de Profissionais de Juventude. Esta foi a primeira atividade de um conjunto de ações de âmbito nacional planeadas para o projeto EPIC_IDEA – Empoderar Participação Jovem para Comunidades Inclusivas e Plurais, um projeto transnacional impulsionado pelas relações criadas no seio da Rede Internacional das Cidades Interculturais. O evento, co-organizado pela Rede Portuguesa de Cidades Interculturais e Santa Maria da Feira, juntou profissionais de juventude das várias cidades envolvidas (Cascais, Santa Maria da Feira e Vila Verde) com os objetivos de debater os desafios quotidianos de jovens e de profissionais de juventude, e promover a aprendizagem de novas ferramentas. Nestes dois dias de trabalho, staff municipal e técnicos de diferentes organizações da sociedade civil (Associação Juvenil Rota Jovem; Aproximar, Cooperativa de Solidariedade Social; Delegação de Braga da Cruz Vermelha; Ludoteca de Alcoitão; Take It 9G; Juventude Unida do Fim do Mundo; Helpo; CIRAC) apresentaram práticas, estratégias e atividades que fomentam a participação e inclusão de jovens. Houve ainda oportunidade para formação em duas metodologias essenciais a alavancar durante o projeto: Antirrumores (RPCI) e Futures Thinking (RPCI & Clube Intercultural Europeu). No período do evento, foi ainda possível avançar no planeamento das próximas etapas do projeto, nomeadamente do Encontro Nacional de Jovens (Cascais), que está agendado para maio. O programa garantiu, por fim, diferentes momentos de networking, no sentido de reforçar e promover laços e sinergias entre participantes: foi realizada uma visita ao Castelo e a algumas pastelarias icónicas da cidade para a tradicional fogaça e caladinhos.

#EPICYOUTH

#YouthEngagement

#InclusionMatters 

#CommunityAction 

#YouthVoice 

#BeEPIC 

#cidadesinterculturais

Chamada #EPICYOUTH

Neste Dia Mundial da Justiça Social, sob tema “Fortalecer uma Transição Justa para um Futuro Sustentável”, partilhamos as atualizações de uma das nossas iniciativas: EPIC_IDEA (Empoderamento da Participação Juvenil para Comunidades Inclusivas e Plurais).

Porque é que é importante? É essencial ter em conta as vozes das pessoas jovens quando se discute o crescimento económico, a resiliência climática e a inclusão. Um dos principais objetivos do EPIC_IDEA é amplificar estas vozes para influenciar políticas que promovam a justiça social, tanto a nível local como global.

O que está a acontecer agora? Estamos atualmente a aprofundar a nossa fase de Análise do Diagnóstico Participativo (WP2), alimentada pelos resultados dos inquéritos dos nossos países parceiros: Itália, Hungria, Espanha e Portugal.

O que é que descobrimos? 🤔 Os nossos inquéritos dirigidos a jovens (com idades entre os 12 e os 24 anos) e a profissionais de juventude revelaram informações essenciais sobre as necessidades de inclusão e diversidade nas comunidades.

Identificámos:
– Desafios recorrentes
– Temas silenciados
– Ideias revolucionárias para um impacto local e europeu

O que é que se segue? Estamos a realizar os nossos grupos de discussão e a produzir um relatório abrangente para partilhar estas descobertas cruciais. é Aqui que o projeto EPIC_IDEA fica ainda melhor!

🌟 Queres moldar o futuro da tua comunidade? Segue-nos, verás em breve o lançamento do relatório e entra em contacto para saber como TU podes contribuir!

#EPICYOUTH #SocialJusticeDay #YouthEngagement #InclusionMatters #CommunityAction #YouthVoice #BeEPIC #cidadesinterculturais

Reunião anual RPCI em Oeiras

Na passada semana, nos dias 10 e 11 de fevereiro, deu-se a sua habitual reunião anual de cidades aderentes à Rede Portuguesa das Cidades Interculturais, desta feita recebida pelo munícipio de Oeiras.

Neste encontro estiveram presentas mais de 20 pessoas, entre elas representantes das cidades de: Barcelos, Braga, Cascais, Lisboa, Loures, Portimão, Porto, Vila Verde e Viseu.

Todos os anos a RPCI convida as cidades aderentes para vários momentos de partilha:

  • No início do ano, uma reunião presencial de planeamento das prioridades anuais e do projeto conjunto do ano, onde podemos ainda ter o privilégio de conhecer as práticas da cidade que nos acolhe.
  • A meio do ano, uma reunião online de partilha de práticas, com mote da prioridade estabelecida conjuntamente para o ano.
  • No final do ano uma reunião online de balanço anual, onde as cidades podem ficar a par dos desenvolvimentos e conquistas da RPCI (nomeadamente relativos aos projetos europeus e projeto anual), bem como refletir sobre os melhores momentos e propor melhorias ao funcionamento da Rede de Cidades Interculturais. Neste momento são ainda recolhidas propostas das cidades para o tema do projeto anual do ano seguinte, que será a prioridade a trabalhar.

O encontro em Oeiras no dia 10 iniciou-se pelas 14h por uma visita guiada ao território, com direito a guia turística e paragem em vários lugares de relevo, incluindo um passeio pelo Jardim dos Poetas e pelos jardins do Marquês e uma prova de vinhos na adega do munícipio, culminando num jantar de cachupa, confeccionada com suporte da comunidade local e animado por um maravilhoso duo de músicos no Centro Comunitário Alto da Loba. Pelo meio, foram apresentadas as iniciativas da cidade no âmbito da Interculturalidade, por parte da equipa técnica da Câmara de Oeiras e do Sr. Diretor do Departamento Desenvolvimento Social, Luís Afonso.

Destacamos a importante presença de associações de base local, tais como a Associação Moinho em Movimento, Assomada, Pombal XXI, Associação de moradores dos Navegadores , AAMA, Associação Mundo Feliz, Associação Lage em Movimento, KMT e Amigos de Santa Cruz, que nos presentearam com os importantes projetos e iniciativas que lideram nas suas comunidades e o papel do Munícipio e de entidades privadas na sua sustentabilidade. Esta ligação e suporte à liderança das comunidades locais coloca em prática um dos mais importantes pilares da perspectiva Intercultural: a participação ou, dito de outra forma, “Nada sobre nós sem nós”.

Dia 11 os trabalhos iniciaram pela manhã, sendo este momento dedicado à RPCI, após as boas vindas da Sra. Vereadora Teresa Bacelar, vereadora dos pelouros de Desenvolvimento Social e Saúde e Responsabilidade Social – Programa municipal “Oeiras Solidária” que nos enquadrou sobre a importância da temática da Diversidade e da Interculturalidade para o território, onde coexistem múltiplas nacionalidades e identidades e dos investimentos da munícipio na criação de uma cidade onde todas as pessoas possam prosperar.

A maioria das cidades propôs, na reunião de final de ano de 2024, que a prioridade de 2025 fosse uma continuidade dos trabalhos do ano transato, pelo que a RPCI preparou uma proposta de projeto anual centrado novamente na educação intercultural e no trabalho com escolas. Esta proposta foi apresentada e debatida, e foi colocada à consideração das cidades presentes quais desejariam fazer parte do consórcio deste projeto. O projeto anual, apesar de abranger todas as cidades da RPCI, tem tido por hábito acolher 3 a 4 cidades como parte do consórcio de parceria, que participarão de uma forma mais próxima nas tomadas de decisão do mesmo. Em breve daremos mais notícias!

De seguida, foram apresentados os desenvolvimentos dos projetos europeus em que a RPCI está envolvida, nomeadamente:

  • EPIC_IDEA: um projeto iniciado em setembro 2024 e que se propõe a trabalhar com jovens e profissionais de juventude, encontrando-se em fase de diagnóstico e preparação do Encontro nacional de profissionais de Juventude em Santa Maria da Feira, a decorrer entre 13 e 14 de março. As metodologias Antirrumores e Futures Thinking serão usadas neste contexto. Estão envolvidas neste projeto as cidades de Cascais, Santa Maria da Feira e Vila Verde.
  • STAND: iniciado em janeiro de 2025, encontra-se na fase inicial de diagnóstico. O projeto pretende trabalhar com profissionais e jovens para uma Co construção de narrativas alternativas. Fazem parte do consórcio deste projeto as cidades de Barcelos, Loures, Vila Verde e Viseu.

Para se manter a par sobre estes projetos, visite a nossa página de projetos aqui: https://cidadesinterculturais.pt/projetos/ e siga-nos nas redes sociais.

Por fim, deu-se um momento de reflexão e aprendizagem sobre a temática das Narrativas e Narrativas Alternativas, liderados por Carla Calado, coordenadora da RPCI e presidente do conselho de administração da cooperativa RPCI.

Finalizada com um almoço volante gentilmente oferecido pelo munícipio de Oeiras, a reunião foi descrita como um sucesso pela maioria das pessoas participantes, tendo o formato de dois meios-dias sido elogiado e recomendado como norma daqui para a frente.

Obrigada Oeiras pela maravilhosa recepção e a todas as cidades e associações pela entusiástica participação e contributos!

#Barcelos #Braga #Cascais #Lisboa #Loures #Portimão #Porto #VilaVerde #Viseu #cidadesinterculturais #RPCI #ICCities

RPCI fecha o ano de 2024 com o balanço anual e a definição de prioridades para o novo ano

No passado dia 20 de dezembro, pelas 9h30, a Rede Portuguesa das Cidades Interculturais (RPCI) realizou a habitual reunião anual de balanço. Esta reunião, para a qual todas as 18 cidades aderentes em Portugal foram convidadas, teve por objetivos principais realizar um ponto de situação dos resultados obtidos no trabalho desenvolvido no ano de 2024 e traçar as prioridades para o ano de 2025. A reunião foi dirigida pela coordenadora da Rede, diretora geral e presidente da Cooperativa RPCI, Carla Calado, e acompanhada pela diretora técnica da RPCI, Teresa Leitão, e a coordenadora de projetos, Inês Granja. Marcaram presença nesta reunião anual um total de 14 pessoas e 9 Cidades – Barcelos, Cascais, Loures, Oeiras, Paranhos, Porto, Santa Maria da Feira e Vila Verde.

Este encontro com as Cidades permitiu partilhar designadamente que:

-as atividades desenvolvidas pela RPCI em 2024 envolveram mais de 500 pessoas;

-foram implementados quatro projetos: NET_IDEA (terminado em abril), DiverCities (terminado em junho), Escolas Interculturais (de abril a novembro) e EPIC (iniciado em setembro);

-as atividades contaram com o envolvimento de dez cidades;

-foram realizadas quatro novas candidaturas a fontes de financiamento;

-foram realizados dois webinars e cinco workshops (no âmbito do projeto Escolas Interculturais;

-contamos com três novos parceiros;

-foram realizadas três reuniões da RPCI, uma presencial em Fevereiro (Barcelos), uma online temática com partilha de práticas na área da educação (projeto Escolas Interculturais) e a presente reunião;

-há duas novas cidades em processo de adesão;

-Foram desenvolvidos oito novos produtos (5 episódios de PODCAST, 1 guia traduzido, 1 guia criado projeto Escolas Interculturais e 1 guia criado projeto NET_IDEA);

-foram apresentadas e publicadas no site ICC quatro boas práticas reportadas por 3 cidades;

-um INDEX foi submetido (Oeiras);

– A RPCI recebeu a visita de uma comitiva de cidades e membros do governo da Finlândia, que se inspiraram nas práticas de Cascais, Lisboa e Loures;

Visita delegação Finlandesa em Loures, Fonte: Conselho da Europa, Intercultural Cities

– Braga e Vila Verde receberam a reunião anual de coordenadores do Programa Intercultural Cities de todo o mundo em Novembro

Reunião anual de coordenadores do programa Intercultural Cities, Fonte: Conselho da Europa

A reunião permitiu também abordar questões administrativas, relativas à possível alteração do formato de adesão à RPCI, fruto de futuras alterações a serem introduzidas em breve pelo Programa de Cidades Interculturais, do Conselho da Europa. As Cidades partilharam as suas preocupações práticas, não deixando de realçar as vantagens da adesão. Loures pronunciou-se a este respeito, ressaltando o conjunto de vantagens sentidas pelo Município na contratualização de serviços no âmbito da interculturalidade à RPCI: a Cidade tem beneficiado de projetos de forma gratuita, como parceiro não financeiro (como é o caso do DiverCities) o que beneficia a sua intervenção nas comunidades locais.

Foram apresentados pela equipa da RPCI os resultados dos projetos NET IDEA, DiverCities e Escolas Interculturais, tendo representantes das diferentes cidades dado feedback tendo em conta o seu envolvimento nos projetos em questão.

Relativamente ao projeto NET IDEA, Alexandrina Cerqueira, de Vila Verde, referiu que a metodologia Photovoice permitiu envolver e projetar a voz de jovens que por regra não é ouvida, sobretudo jovens de etnia cigana; e, ainda, que a formação em competências interculturais criada pelo projeto está a ser replicada pelo município, com staff municipal e profissionais da educação locais.

Exposição Photovoice e retratos, Vila Verde, projeto NET IDEA

Quanto ao DiverCities, Nelson Araújo, de Loures, afirmou que foi muito importante promover as assembleias participativas no Bairro da Apelação e lamentou que não tivesse sido possível realizar o projeto noutros bairros, devido ao ponto de situação das associações que podiam ser envolvidas. Defendeu que o projeto foi essencial para a mobilização das comunidades, de pessoas com diferentes contextos culturais e desafios; que foram tratados temas relevantes para quem habita o bairro e requalificado um jardim que é muito usado atualmente pela comunidade. A continuidade destas iniciativas devia ser assegurada, pela sua relevância. Sandra Carvalho, de Loures, comentou que a motivação de quem mora no bairro foi visível; que permitiu juntar as pessoas a discutir aspetos da vida em comum. 

Inauguração da requalificação do Jardim da Paz, Loures, projeto DiverCities

No referente ao projeto Escolas Interculturais, Tânia Carvalho, de Barcelos, pronunciou-se sobre as repercussões do projeto: a Escola Gonçalo Nunes realizou uma feira intercultural na sequência dos workshops e webinars; a Escola de Lijó convidou o Município a discutir sobre o valor da diversidade e sobre o acolhimento de pessoas recém-chegadas ao país, nomeadamente nas escolas; a cantora Gisela João foi convidada e aceitou ser madrinha para a Interculturalidade em Barcelos. Sobre o mesmo projeto, Cristina Ribeiro, de Oeiras, referiu que os resultados têm sido extremamente positivos: sobretudo os Webinars e o Guia que tem vindo a disseminar pela restante comunidade educativa e deu mais exemplos de como o impacto local pode ser potenciado. Patrícia Teixeira, da JF de Paranhos, por sua vez, referiu que seria muito bom dar continuidade ao projeto.

Guia desenvolvido no âmbito do projeto Escolas Interculturais

Depois da discussão dos projetos, houve espaço para ouvir as Cidades acerca do que seu balanço relativo a 2024 e prioridades para 2025.

De entre estas, destacamos:

  • reforçar o trabalho no âmbito do antirracismo e antirrumores, com jovens e no contexto escolar;
  • assegurar a formação de pessoal municipal em competências interculturais, por forma a que desenvolvam ferramentas para prestarem formação e assim aumentar o impacto, bem como continuar a trabalhar diretamente com crianças e adultos de outros setores da sociedade;
  • aprofundar o tema narrativas alternativas/antirrumores com a imprensa local;
  • realizar uma iniciativa conjunta para todas as cidades RPCI no âmbito da Diversidade;
  • desenvolver atividades que sensibilizem o setor empresarial;
  • desenvolver projetos de inclusão de minorias e pessoas migrantes associados à participação;
  • dar mais visibilidade aos resultados e produtos;
  • envolver auxiliares da ação educativa nos processos formativos;
  • fortalecer o papel das Artes como ferramenta para promover diálogo intercultural.

Cumprido este momento, foi possível reunir consenso em torno da importância da interculturalidade na Escola, pelo que este foi definido como o tema central a desenvolver no projeto anual, numa lógica de continuidade. Em breve teremos novidades pois o nosso projeto anual será apresentado e finalizado em fevereiro, na próxima reunião de Cidades RPCI, que terá lugar em Oeiras.

A RPCI pode informar as cidades presentes de duas novas candidaturas internacionais em preparação e recolher manifestações de interesse. As cidades foram, ainda, convidadas a fazer propostas de partilha de práticas fora do projeto anual, a qualquer altura do ano.

A reunião terminou com a preparação da reunião de Cidades em Oeiras. Esta reunião acontecerá dias 10 e 11 de Fevereiro e será um momento onde se privilegiará a partilha de conhecimentos e práticas, com momentos formativos, de networking e visitas de terreno.