É com entusiasmo que nos aproximamos do final do ano e partilhamos o progresso do projeto EPIC_IDEA e o seu logótipo! – O EPIC é um projeto transformador que capacita os jovens (com idades entre os 12 e os 24 anos) a liderar a mudança e a moldar o futuro da Europa!
Envolvendo Itália, Espanha, Portugal, e Hungria, esta iniciativa irá:
Promover a participação de pessoas jovens na vida cívica e democrática
Reforçar os valores da UE, a inclusão e a igualdade de género
Amplificar as vozes de pessoas jovens para influenciar políticas e construir comunidades mais diversificadas e inclusivas
O projeto começou em setembro 2024, está em curso até agosto de 2026 e foi lançado em Fuenlabadra, Espanha, em outubro de 2024, por um consórcio de organizações liderado pelo ICEI (Itália) em parceria com a Diversit (Espanha), a Rede Portuguesa de Cidades Interculturais (Portugal) e a UNITED (Hungria), com a participação de autoridades locais, organizações juvenis e instituições internacionais, incluindo o Conselho da Europa.
Isto é apenas o começo!
Siga a hashtag #EPICYouth e entre em contacto para obter atualizações do projeto, oportunidades de envolvimento e histórias inspiradoras de jovens agentes de mudança em toda a Europa.
SÊ EPIC! Envolve-te localmente, defende globalmente.
No episódio mais recente do podcast Portugal Plural, Elisabete Pinto da Costa, diretora do Instituto de Mediação da Universidade Lusófona e especialista em mediação intercultural, discutiu o papel da mediação em contextos educacionais para construir uma sociedade mais inclusiva e justa.
A conversa trouxe insights importantes sobre a mediação intercultural em Portugal, abordando desafios e oportunidades para promover inclusão e respeito à diversidade. Acompanhe!
O desenvolvimento da mediação intercultural em Portugal
Elisabete começou explicando o surgimento da mediação intercultural em Portugal, que inicialmente se concentrou na integração da comunidade cigana. Com o tempo, a prática se expandiu para apoiar pessoas migrantes e em situação de refúgio, acompanhando a crescente diversidade demográfica do país. Nesse cenário, as pessoas que atuam com mediação intercultural se tornaram fundamentais para garantir que serviços públicos e políticas sociais considerem as particularidades culturais de diferentes comunidades.
A criação de uma entidade governamental para promover a mediação intercultural é um reflexo do reconhecimento do papel desses profissionais. Inspirada por modelos internacionais (anglo-saxônicos, francófonos e ibéricos), a mediação em Portugal adquiriu características próprias, adaptando-se às complexidades da sociedade portuguesa.
Mediação intercultural: Desafios e potencial transformador
Elisabete destacou a mediação como uma ferramenta para desconstruir preconceitos e estereótipos, promovendo uma comunicação autêntica. Essa abordagem permite que as partes envolvidas expressem suas perspectivas, reforçando o entendimento cultural mútuo. Segundo ela, a mediação transforma conflitos em oportunidades de aprendizado, especialmente em escolas, onde a diversidade impacta diretamente a convivência.
Mediação nas escolas: Um olhar inclusivo
Na entrevista, Elisabete enfatizou a importância da mediação intercultural em escolas onde estudantes têm origens diversas. Ela destacou como a prática ajuda não só a resolver conflitos entre estudantes, mas também facilita a comunicação entre escolas e famílias de diferentes referências culturais, promovendo um ambiente de confiança. A mediação, assim, auxilia na inclusão das famílias no processo educacional e no desenvolvimento das crianças e adolescentes.
Outro ponto abordado foi a necessidade de uma comunidade docente com competências interculturais, uma área ainda pouco contemplada na formação destes profissionais. A globalização trouxe para o espaço escolar uma diversidade que deve ser vista como oportunidade de aprendizado, fomentando o respeito e a empatia entre estudantes.
Mediação e construção de uma sociedade inclusiva
A mediação, segundo Elisabete, é essencial para criar canais de participação cidadã e diálogo, especialmente em sociedades marcadas por polarizações e conflitos de identidade. Ela defendeu que a prática precisa ser incentivada em diferentes contextos – não apenas nas escolas, mas também em locais de trabalho e em serviços públicos – para que as interações interculturais possam ser construtivas e promover a cidadania.
No entanto, Elisabete também expressou uma preocupação com o reconhecimento profissional de profissionais de mediação intercultural. Embora a mediação esteja crescendo e a profissão seja cada vez mais demandada, ainda falta uma estrutura formal que permita a sua plena profissionalização em Portugal.
Segundo ela, o reconhecimento oficial desta classe profissional poderia fortalecer o impacto da mediação na sociedade e criar mais oportunidades para quem deseja atuar na área.
Pós-Graduação em mediação intercultural em contexto escolar na Universidade Lusófona
Elisabete é coordenadora do programa de Pós-Graduação em Mediação Intercultural em Contexto Escolar da Universidade Lusófona e nos conta que é um programa que visa capacitar profissionais para atuar em contextos interculturais, especialmente em áreas onde há crescente diversidade, como educação, saúde, serviços sociais e comunidades locais.
A pós-graduação oferece uma formação teórica e prática, abrangendo temas como comunicação intercultural, resolução de conflitos, políticas de integração e os desafios enfrentados em sociedades multiculturais. As pessoas participantes têm acesso a ferramentas e técnicas de mediação adaptadas ao contexto português, mas também exploram modelos internacionais que inspiraram o desenvolvimento da prática em Portugal.
O programa é ideal para quem busca praticar mediação em setores públicos e privados, bem como para profissionais que desejam aprimorar suas habilidades em gestão de conflitos interculturais e na promoção de um ambiente inclusivo e respeitoso em diferentes contextos sociais.
Se você se interessou pelo assunto, acesse aqui o episódio completo e envie para aquela sua amiga ou amigo que deve conhecer o nosso trabalho.
“Educação não transforma o mundo. Educação muda as pessoas. Pessoas transformam o mundo” Paulo Freire.
No mais recente episódio do Podcast Portugal Plural, Evalina Gomes Dias, fundadora e presidente da Djass – Associação de Afrodescendentes, compartilha insights sobre o Centro Sankofa, uma iniciativa que visa trazer a história e cultura africanas para as escolas de Portugal, promovendo um aprendizado mais diverso e inclusivo.
Nesta entrevista, nossa convidada aborda temas importantes como identidade cultural, representatividade e a luta contra o racismo. Acompanhe!
Sankofa: Resgatando a identidade para avançar
O conceito de Sankofa, originário dos povos Akan da África Ocidental, é representado por um pássaro voando para frente com a cabeça voltada para trás, carregando no bico um ovo – símbolo do futuro. Na tradição Akan, Sankofa significa “voltar atrás e buscar o que foi perdido”.
Imagem retirada do site Ciência Hoje das Crianças – CHC
Essa ideia norteia a missão do Centro Sankofa, que procura resgatar as raízes africanas e valorizar a identidade afrodescendente, possibilitando uma educação que reforce o senso de pertencimento e empodere crianças e jovens.
A necessidade do Projeto Centro Sankofa nas escolas
Evalina destaca que, nas escolas portuguesas, o ensino sobre a África e suas culturas ainda é superficial, perpetuando uma visão limitada e eurocêntrica. Ela alerta que essa ausência impacta a autoestima e identidade de estudantes afrodescendentes, reforçando estereótipos negativos e, em alguns casos, levando à evasão escolar.
O Centro Sankofa busca preencher essa lacuna, oferecendo uma abordagem decolonial e inclusiva que ilumina as contribuições africanas e promove a empatia e a compreensão intercultural nas escolas.
Educação e a inclusão das diversas histórias africanas
Evalina aponta a importância de incluir a história do continente africano na educação para combater o racismo. No episódio, Danielle Menezes cita o exemplo brasileiro, onde a Lei 10.639, de 2003, tornou obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira, depois ampliada para incluir a história indígena.
Apesar de sua importância, a implementação da lei ainda enfrenta dificuldades, o que reflete uma realidade global: sem comprometimento e recursos, iniciativas como o Sankofa podem se tornar simbólicas, sem impacto concreto.
Evalina observa que é preciso reformar o sistema educacional para que realmente reflita a diversidade cultural da sociedade.
Desmistificando a visão generalizada sobre a África
Outro ponto relevante abordado é a visão simplista de que “África é um país”. Evalina relata que muitos jovens se surpreendem ao saber que o continente africano abriga 54 países e 7 territórios independentes, cada qual com línguas, culturas e tradições únicas.
Essa visão generalista, comum no Ocidente, prejudica a compreensão da diversidade africana e reforça estereótipos. Ao desmistificar essa visão, o Sankofa promove uma consciência mais profunda e respeitosa sobre a complexidade do continente africano.
A música como ferramenta educacional e cultural
A música, uma parte essencial das culturas africanas, é outra ferramenta educacional no Centro Sankofa. Evalina compartilha que o próximo encontro abordará diversos ritmos africanos incluindo o rap e ritmos angolanos, como forma de destacar as influências africanas no cenário musical global.
O projeto valoriza a música como expressão cultural e resistência, promovendo a apreciação e compreensão das tradições afrodescendentes.
Combate ao racismo por meio da educação
Uma das missões centrais do Sankofa é enfrentar o racismo diretamente em ambientes escolares. O projeto envolve tanto estudantes quanto professores e familiares, oferecendo atividades que buscam conscientizar sobre o racismo e promover uma mudança de mentalidade.
Evalina reforça que esse trabalho é essencial para a construção de uma sociedade mais justa e empática, onde todas as histórias culturais são respeitadas e representadas.
Apoio internacional e reconhecimento
O projeto ultrapassou fronteiras e foi reconhecido por uma premiação internacional dos Estados Unidos, que destacou seu papel transformador em prol da educação inclusiva e na construção de uma sociedade mais intercultural.
Próximos passos: Expansão do Sankofa
Com o atual projeto programado para encerrar em janeiro, Evalina e sua equipe já planejam expandir o Sankofa para outras escolas secundárias, visando continuar a educação antirracista e fortalecer a sensibilização sobre diversidade. Ela acredita que, ao expandir o Sankofa, será possível construir uma base sólida e garantir que as futuras gerações recebam uma educação mais inclusiva, que represente a diversidade social de Portugal.
Evalina também aproveita para reforçar que a Associação Djass está aberta para o contato de escolas que desejarem receber o projeto. O e-mail é associacao.djass@gmail.com.
Ouça o episódio e participe dessa transformação
A entrevista com Evalina Gomes Dias é um convite inspirador para refletir sobre o papel da educação na construção de uma sociedade inclusiva e empática. O Centro Sankofa vai além de ser um projeto educativo: é um movimento de valorização das identidades afrodescendentes que promove uma transformação positiva nas escolas portuguesas.
Acesse o episódio completo no Podcast Portugal Plural para explorar mais sobre o projeto e sobre como a educação pode ser uma ferramenta de inclusão e respeito à diversidade.
No mais recente episódio do podcast Portugal Plural, tivemos a honra de entrevistar a professora Maria José Veloso Costa, da Escola Gonçalo Nunes, para discutir os avanços e desafios do projeto Escolas Interculturais. Financiado pelo Conselho da Europa, o projeto trabalha com autarquias para promover diversidade e inclusão em ambientes escolares, construindo uma educação que reflita o valor das diferenças culturais.
Durante a conversa, Maria José compartilhou a experiência da Escola Gonçalo Nunes, que se destaca pelo envolvimento profundo em práticas interculturais, abrigando estudantes de cerca de 24 nacionalidades. Com 44% do corpo estudantil formado por pessoas estrangeiras, principalmente oriundas do Brasil, a escola é uma vitrine de diversidade e um exemplo no combate ao preconceito racial e à discriminação. Esse contexto multicultural torna a implementação de atividades de acolhimento e inclusão um desafio transformador, e a Professora enfatizou como esse cenário abre oportunidades valiosas de crescimento para toda a comunidade escolar.
Um dos pontos altos discutidos foi o recente workshop antirracista, onde jovens estudantes participaram ativamente, quebrando expectativas ao debaterem temas complexos como a discriminação racial. Questionários e debates incentivaram uma reflexão profunda sobre preconceito e reforçaram o compromisso da escola em criar um ambiente seguro e igualitário para todas as pessoas, independente de origem e cor da pele.
Maria José também destacou a importância de mudanças estruturais nas escolas para ampliar o apoio a estudantes e suas famílias, como o suporte na documentação, essencial para a adaptação, e a criação de um ambiente acolhedor.
No episódio, ela enfatiza que a sensibilização intercultural e o intercâmbio de experiências culturais são passos fundamentais para que as escolas possam enfrentar os desafios da diversidade de forma integrada e enriquecedora. A Professora comentou que a presença de nacionalidades diversas na escola reflete o que ela acredita ser a “mais-valia da gestão intercultural” – uma estratégia que beneficia não apenas estudantes, mas a sociedade como um todo.
Maria José acredita que, ao promover a igualdade de oportunidades e o respeito mútuo, estamos formando pessoas com mais empatia para enfrentar um mundo globalizado. Sua visão sobre o futuro das escolas interculturais deixa uma mensagem inspiradora sobre o potencial das instituições de ensino como espaços de inclusão e mudança social.
Ficou curioso para saber mais? Ouça agora a entrevista completa com Maria José Veloso no Portugal Plural e conheça a fundo o impacto do projeto Escolas Interculturais na vida dos alunos, alunas e das comunidades onde atuam!
Depois de no passado dia 30 de setembro o projeto Intercultural Schools/ Escolas Interculturais ter estreado o Workshop Anti-Racista em Barcelos, no dia 20 de outubro a RPCI esteve na Escola Passos Manuel, em Lisboa, para levar a mesma oportunidade de aprendizagem a mais jovens do ensino básico. Esta sessão, coorientada pela coordenadora de projetos Inês Granja e pela consultora Mab Marques, destinou-se a uma turma de 3.º ciclo. No período de uma aula, foi realizado um debate substancial acerca de conceitos, percepções e práticas através da resposta ao Quiz Anti-Racista, criado no âmbito do projeto pela RPCI com a consultoria da Perita Paula Cardoso.
A RPCI congratula-se por desta forma contribuir para que as comunidades educativas valorizem a interculturalidade, com impacto direto sobre uma educação mais inclusiva.
O próximo Workshop Anti-Racista do projeto terá lugar em Oeiras, no dia 15 de novembro, na Escola dos Navegadores. Até já, Oeiras!
Este livro é um produto da criatividade e colaboração coletivas, elaborado durante o segundo dia da conferência final da NET-IDEA em Botkyrka, Suécia, em abril de 2024. Em pouco menos de quatro horas, 60 participantes trabalharam em conjunto para criar o seu conteúdo. Através de grupos temáticos – como o envolvimento de jovens, a anti-discriminação e o desenvolvimento de políticas – participantes partilharam as suas experiências e conhecimentos sobre o projeto NET-IDEA e não só. Este processo inovador, conhecido como “Collaborative Book Crowdsourcing”, incentivou a flexibilidade, a criatividade e o trabalho de equipa, resultando num diálogo vibrante sobre interações interculturais e construção de comunidades.
Guiado pelo lema do NET-IDEA, “BE EVERYTHING. BELONG.”, o livro reúne as melhores práticas, histórias pessoais e recomendações práticas destinadas a inspirar profissionais, decisores políticos e ativistas a promover a inclusão e a pertença. Constitui um recurso prático, oferecendo ideias para melhorar as competências interculturais, promover a diversidade e a inclusão e construir comunidades coesas através de abordagens colaborativas e de base.
Este livro é um produto do Projeto NET-IDEA (Network of European Towns for Interculturalism, Diversity, Equality & Anti-Discrimination), que visou capacitar as autoridades locais para a promoção da diversidade, do interculturalismo, da anti-discriminação e da inclusão de minorias. A decorrer de 2022 a 2024, o projeto reuniu uma parceria transnacional que envolveu organizações da sociedade civil e 16 municípios de seis países europeus: Itália, Espanha, Portugal, Suécia, Alemanha e Polónia. Financiado pela Comissão Europeia através do Programa CERV, o NET-IDEA foi também apoiado pelo Programa Cidades Interculturais do Conselho da Europa.
É possível descarregar o livro do projeto NET-IDEA aqui:
Este projeto, que se iniciou em setembro de 2024 e termina em agosto de 2026, é promovido por uma parceria transnacional de organizações da sociedade civil destinada a criar as condições necessárias a uma abordagem efetiva de baixo para cima na promoção da participação cidadã na vida democrática dos quatro países-alvo, em particular, de pessoas jovens. Para além de Portugal, são parte ativa Espanha, Hungria e Itália. A iniciativa que conduziu à criação do projeto surgiu das relações criadas no âmbito da Rede Internacional das Cidades Interculturais, programa do Conselho da Europa, e inspira-se no trabalho realizado pelas redes Portuguesa (RPCI), Espanhola (RECI) e Italiana (ICEI). O projeto junta um total de sessenta e nove cidades nos três países e outras entidades parceiras da sociedade civil. A ONG United for Intercultural Action é a entidade responsável pela participação da Hungria, país que, desta forma, trabalha pela primeira vez com a RPCI. Portugal toma parte no projeto com três cidades, Cascais, Santa Maria da Feira e Vila Verde, e com um parceiro social, o Clube Intercultural Europeu.
O kick-off meeting, que decorreu esta semana, traduziu-se numa formação transnacional, na qual tomaram parte ativa todas as entidades parceiras nacionais de Portugal. A comitiva portuguesa integrou 9 pessoas: a Rede Portuguesa de Cidades Interculturais, que se fez representar através da sua presidente e diretora geral, Carla Calado, e da coordenadora de projetos Inês Granja, estiveram presentes os técnicos municipais indicados pelas três cidades, Raquel Ribeiro, por Cascais, João Silva, por Santa Maria da Feira, e Alexandrina Cerqueira e Judite Pregueiro, por Vila Verde; o Clube Intercultural Europeu, através da coordenadora geral Ana Quintela, Daniel Padrão, da associação CIRAC, de Santa Maria da Feira, e Milton Trajouce, da associação Somos Luz, que trabalha com a Câmara de Cascais.
A formação de dois dias incluiu momentos dedicados à partilha de expectativas, de brainstorming sobre as várias fases do projeto, sobre a estratégia anti-rumores na qual se baseia o projeto e, ainda, sobre diferentes formas de gerar mudança através da participação e outras metodologias como o Futures Thinking. A RPCI apresentou os princípios de uma abordagem participativa com jovens, através da Flor da participação, e a cidade de Cascais e o Clube Intercultural Europeu partilharam as suas práticas: a Rede de Valorização Territorial, o projeto “U4EU 2.0 – Youth Shaping Europe’s Tomorrow” e o projeto “With your own voice“.
Dia 2 do kick-off meeting em Fuenlabrada. Apresentação da síntese dos brainstormings sobre os work packages do projeto
Até ao final do projeto estão planeados outros momentos de encontro presencial com as entidades parceiras internacionais, primeiro em 2025, Budapeste e, depois, em 2026, Estrasburgo. Até lá, as Cidades vão trabalhar para:
Diagnóstico nacional de necessidades e interesses de pessoas jovens e de profissionais da juventude
Organização de 1 encontro de profissionais da juventude
Organização de 1 encontro de jovens
Organização de 1 policy lab em Portugal
Organização de ações antirrumores locais
Voltamos com mais notícias do EPIC_IDEA muito em breve!
O Projeto Intercultural Schools está no terreno! Depois de, em maio deste ano, ter sido realizado o Encontro de Cidades destinado à Partilha de Boas Práticas, em setembro iniciou a série de Workshops com Alunos de 2.º e 3.º ciclos.
O projeto da RPCI esteve em Barcelos, na Escola EB 2 3 Gonçalo Nunes no passado dia 30 de setembro e, aí, estreou o Workshop Anti-Racista, com uma equipa de formadoras composta por três pessoas, a coordenadora de projetos Inês Granja, a consultora interna Mab Marques e a perita Paula Cardoso (jornalista e ativista, fundadora da Rede Afrolink). Estiveram presentes na sessão duas turmas, três docentes e uma auxiliar da ação educativa. Na sala conviviam várias múltiplas origens, cinco línguas, português, brasileiro, crioulo, árabe e chinês, mais de cinco nacionalidades, experiências pessoais muito diversas.
O Workshop Anti-Racista foi preparado pela RPCI a pedido das 4 cidades-chave do projeto, Barcelos, Lisboa, Oeiras e Paranhos; e contou com a consultoria da perita Paula Cardoso. Este atravessa questões concetuais, questóes sobre história e sociedade, e simultaneamente procura promover a aquisição de novos conhecimentos e incentivar a autorreflexão para, por essa via, estimular a adoção de atitudes e comportamentos inclusivos.
O projeto Escolas Interculturais, que se trata do projeto anual de 2024 da RPCI e que é financiado financiado pelo Conselho da Europa (programa Intercultural Cities) dá resposta nesta série de workshops aos objetivos centrais do projeto: promover iniciativas de sensibilização intercultural em contextos educativos; fomentar a lente intercultural nos contextos educativos e promover as competências interculturais.
A próxima Cidade a receber o Workshop Anti-Racista é Lisboa; no fim do mês de outubro, a RPCI irá à Escola Passos Manuel.
O Conselho da Europa promove o plurilinguismo em todo o continente, com base na convicção de que a diversidade linguística é uma via para alcançar uma maior compreensão intercultural e um elemento-chave da riqueza do património cultural da Europa..Site português sobre o Dia Europeu das Línguas
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O Dia Europeu das Línguas, efeméride assinalada anualmente, desde 2001, celebra-se a 26 de setembro. E este ano motivou uma campanha que destaca histórias de sucesso, atividades e esforços relacionados com o multilinguismo. Entre 23 de setembro e 13 de outubro, o Conselho da Europa encontra-se a celebrar o multilinguismo.
Como parte desta iniciativa, foi lançado um vídeo que apresenta apenas algumas das práticas mais inspiradoras dos membros das Cidades Interculturais para promover sociedades inclusivas. É possível encontrar o vídeo aquiLink X (Twitter); Link Facebook; Link Linkedin Neuchâtel, Lisboa e Reggio Emilia demonstram como a promoção do multilinguismo contribui para a inclusão e a capacitação e promove a inclusão social nas vossas cidades. Lisboa é referenciada pelo facto de garantir o acesso a serviços essenciais de saúde através da tradução de informação nesta área. Desta forma, a Cidade procura garantir que as pessoas migrantes têm conhecimento de como funcionam os serviços de saúde e de alguns cuidados de saúde a ter.
Entre muitas outras atividades, o Conselho da Europa promove também o Concurso de cartazes Línguas para a Paz, que se encontra aberto até dia 15 de outubro. Os cartazes submetidos a concurso podem utilizar símbolos, citações e trabalhos artísticos para transmitir mensagens de unidade e compreensão em diferentes línguas e contribuir ativamente para a utilização das línguas como veículo para ultrapassar as divisões linguísticas e culturais. Para participar, basta enviar uma fotografia ou um pdf do cartaz que produzir para ser apresentado no sítio Web da iniciativa. Haverá prémios para os 5 trabalhos mais criativos e até 30 dos cartazes serão expostos no Centro Europeu de Línguas Modernas.
É possível encontrar no site do Programa de Cidades Interculturais do Conselho da Europa uma grande diversidade de recursos acerca do multilinguismo, nomeadamente um levantamento de boas práticas das Cidades e, ainda, artigos temáticos:
O projeto Escolas Interculturais/Intercultural Schools traz novidades. No próximo dia 9 de outubro, entre as 15h e as 18h, decorrerá online, no Teams o primeiro de dois webinars destinados a profissionais do ensino. Este primeiro webinar, Escola Anti-Racista, será dedicado a pensar noções essenciais, a promover a autorreflexão e a identificar formas de prevenir e combater o racismo em contexto educativo.
Iremos ouvir recomendações e preocupações de especialistas no tema, Kitty Furtado (Investigadora e Ativista) e Paula Cardoso (Jornalista e Ativista), bem como ter oportunidade de conhecer as boas práticas de uma escola de Barcelos, a Escola de Manhente. No final da sessão haverá um momento dedicado ao intercâmbio e interação entre os participantes, um debate, que permitirá por questões e partilhar experiências.
Inscreva-se aqui e partilhe este convite com quem possa ter também interesse. Após a inscrição receberá o link para aceder ao evento no seu e-mail.
Entidade promotora: RPCI – Rede Portuguesa de Cidades Interculturais
Parcerias: Câmara Municipal de Barcelos, Câmara Municipal de Lisboa, Câmara Municipal de Oeiras, JF de Paranhos.
Apoios: SOS Racismo, Afrolink, Escola EB 2,3 Manhente (Barcelos)
///O projeto Escolas Interculturais trata-se do projeto anual de 2024 da RPCI – Rede Portuguesa das Cidades Interculturais, CRL, sendo financiado pelo Conselho da Europa (programa Intercultural Cities), e abrange as 18 autarquias desta rede nacional. As cidades de Lisboa, Oeiras e Barcelos e a JF de Paranhos fazem parte do consórcio envolvido na gestão deste projeto. Os objetivos deste projeto são (1) Promover iniciativas de sensibilização intercultural em contextos educativos com pessoal municipal, jovens, famílias e crianças, (2) Fomentar a lente intercultural nos contextos educativos, promovendo oportunidades de aprendizagem para que o pessoal escolar, discentes e parceiros desenvolvam a sua autorreflexão e os seus conhecimentos, (3) Promover as competências interculturais do pessoal escolar, discentes e parceiros. Depois de, antes do verão, ter sido realizada uma partilha de práticas com as cidades da RPCI em torno do trabalho na educação/escolas interculturais, o projeto prossegue com o desenvolvimento das atividades previstas, entre as quais este webinar. Para muito em breve, ainda em setembro, nas quatro cidades chave deste projeto, têm início as ações de sensibilização nas escolas com especialistas, pessoas formadoras de diversas origens; logo de seguida, em outubro, arrancam os webinars para profissionais com especialistas nesta matéria; e, até ao final do projeto, será lançado um episódio do nosso podcast “Portugal Plural” dedicado ao tema e publicado um Guia de Recomendações e Recursos com aprendizagens e conselhos sobre como promover ambientes escolares interculturais em PRT e ENG (em PDF).