Entrevista para a Rádio Movimento

Por: Eva Calado

A RPCI esteve, no dia 10 de janeiro de 2023, na Rádio Movimento (Mercado de Arroios, em Lisboa), representada por Eva Calado (membro da direção) e pela Mab Marques, à conversa com a Marta Ferreira.

Nesta emissão, em direto, de cerca de uma hora, tivemos a oportunidade de dar a conhecer a Rede e a Cooperativa, as nossas cidades membro e alguns dos projetos que temos desenvolvido em conjunto.

Falámos sobre a origem da Rede, a sua ligação à rede internacional, e a nossa missão e objetivos. Referimos também a importância do trabalho que fazemos com todas as camadas da população na mudança de consciências no sentido da inclusão intercultural, dando exemplos de projetos concretos como o “Inclusion influencers“, o “Recrutamento Inclusivo“, o “Welcoming Ukrainians“, o “Redes de Empregabilidade“, o “NetIdea” (sobre formação em competências interculturais, ainda em desenvolvimento), entre outros…

Não quisemos deixar de destacar algumas iniciativas inspiradoras das nossas cidades membro: Braga com a app “Braga Incoming”, Braga e Lisboa com as “Bibliotecas Humanas” (pessoas que são livros e nos contam as suas próprias histórias), Vila Verde com a formação em competências interculturais, Oeiras com o “Guia de Acesso à Saúde para Pessoas Migrantes” e Cascais com o projeto “Encontra o Mundo em Cascais” (celebrar amizades improváveis entre pessoas de origens e culturas muito diferentes).

Falámos também sobre a importância do INDEX e do nosso “Guia Passo a Passo para Cidades interculturais“.

Finalmente, deixámos os nossos contactos e o convite para que mais municípios e instituições se juntem a nós.

Assistam à entrevista aqui: Entrevista Programa (IN)…Diferenças da Rádio Movimento

Conheçam mais sobre esta rádio independente, inovadora e única que transmite imagem e som – a Rádio Movimento:

Facebook: https://www.facebook.com/radiomovimentopt

Youtube: https://www.youtube.com/rmovimentoptonline

Twitter: https://twitter.com/RadioMovimento1

Twitch: https://www.twitch.tv/radiomovimento

Acompanhe ainda as emissões em áudio através do site www.radiomovimento.pt

#cidadesinterculturais #inclusão #rádio

Temos um novo episódio de podcast sobre Redes de Empregabilidade!

Por: Danielle Menezes, em português brasileiro.

O projeto “Redes para a Empregabilidade” foi desenvolvido ao longo de 2022, como uma iniciativa da Cooperativa Rede Portuguesa de Cidades Interculturais, da Câmara Municipal de Lisboa e da Câmara Municipal de Loures, financiado pelo ICC – Intercultural Cities Network. O objetivo desta iniciativa é potencializar um mundo do trabalho mais inclusivo e intercultural, apoiando-se na colaboração entre entidades empregadoras portuguesas, municípios e organizações do terceiro setor.

Para tanto, desenvolvemos diversas atividades durante este ano, como reuniões intercidades para partilhar experiências e desafios e o evento “Talento Intercultural: Empregabilidade e Retenção de Talentos através de Redes de Colaboração entre Empresas, Municípios e 3º Setor”.

Para encerrar as nossas atividades com chave de ouro, recebemos em nosso podcast Portugal Plural, a Ana Mansoa, diretora executiva do Centro Padre Alves Correia (CEPAC), instituição criada em 1992 que tem como missão o apoio à pessoa imigrante em situação de vulnerabilidade na construção de um projeto de vida digna e feliz. Gosta do assunto? Preparamos este post com alguns dos assuntos levantados por nossa entrevistada, confira!

Conheça a Ana Mansoa

Ana Mansoa, atual diretora-executiva do CEPAC, afirma que a sua trajetória de vida pessoal cruza-se com a profissional. O seu pai emigrou da Guiné-Bissau para Portugal há mais de 40 anos com o objetivo de estudar e enfrentou muitas das dificuldades que ainda são conhecidas como o processo de regularização e o de acolhimento em um novo país.

Ela conta que foi com seus pais que aprendeu que a vida só faz sentido quando é partilhada, e que cresceu sabendo da importância de contribuir para a construção de uma sociedade mais acolhedora e integrativa.  

Descubra o CEPAC

O Centro Padre Alves Correia (CEPAC) é uma instituição sem fins lucrativos, criada em 1992, por iniciativa e sob a responsabilidade da Província da Congregação do Espírito Santo. A instituição desempenha a sua missão por meio da integração de diversos serviços e respostas que permitem um percurso de vida de forma autônoma, informada e empoderada. A seguir falamos sobre alguns deles, mas não deixe de conferir todas as respostas ofertadas diretamente no site da instituição. 

Atendimento e Acompanhamento Social

Qualquer pessoa elegível a este serviço será inicialmente avaliado por um assistente social, que será o seu gestor de caso, sendo que o próximo passo é a construção conjunta de um projeto de vida. Após estas etapas e com as necessidades identificadas, o CEPAC encaminha a pessoa assistida para serviços internos ou acionam os seus parceiros. 

Ana Mansoa afirma que “alguém que ingresse na Instituição terá sempre a mesma pessoa como técnico de referência durante o percurso que estiver sendo assistido”, sendo que este modelo de acompanhamento é defendido pela organização porque muitas das conquistas alcançadas só são possíveis após o estabelecimento de uma relação de confiança e partilha. 

Inserção Profissional e Formação

Ao longo dos anos o CEPAC percebeu que esta deveria ser uma das suas áreas prioritárias, por isso, investiram muito conhecimento e trabalho. É um serviço desenhado a partir da formação e capacitação das pessoas que chegam e depois uma mentoria e acompanhamento personalizados durante a procura de emprego e integração no mundo do trabalho, além de um acompanhamento paralelo às empresas. 

São desenvolvidos inúmeros projetos de sensibilização e de preparação da iniciativa privada para a recepção e acolhimento da interculturalidade nas suas entidades. 

Mercearia Sabura

Sabura em crioulo, significa “saboroso”, é um serviço desenvolvido pelo CEPAC e implementado em julho de 2022. A ideia é que ao invés de receberem cabazes, os alimentos fiquem disponíveis nas prateleiras, armários e frigoríficos da mercearia, para que cada pessoa possa ir quando quiser e escolher aquilo que preferir ou for mais necessário. 

Em julho de 2022, Ana Mansoa informou à Lusa que das 590 famílias atendidas,cerca de 470 a 475 faziam uso da resposta alimentar, em torno de 980 pessoas. A maioria são mulheres (mais de 60%), em idade ativa, entre os 30 e 50 anos, que ou não estão integradas no mundo do trabalho, ou têm trabalhos informais, ou estão integradas em projetos de formação em contexto de trabalho. 

Ouça o episódio sobre Redes de Empregabilidade

Em nosso episódio, Ana Mansoa reforça a importância da atuação em rede, salientando que o CEPAC pertence à rede de empregabilidade de Lisboa, do Vale de Alcântara e diversas outras que não atuam diretamente com os municípios e apresentam metodologias próprias, testadas e implementadas com sucesso.

Indica a capacidade de integração entre os vários interlocutores e stakeholders que trabalham com as cidades, como fundamental para uma atuação articulada que vise a troca de experiências e desafios, bem como a construção de guias e metodologias em manuais que possam ser constantemente atualizados e melhorados conforme as mudanças na sociedade e legislação. Dessa maneira, tanto os profissionais da área, quanto as pessoas que buscam auxílio, teriam acesso a informações centralizadas e fidedignas. 

A Cooperativa RPCI tem o compromisso de contribuir para a construção de um mundo do trabalho mais inclusivo e intercultural, por isso, também desenvolvemos em 2021 o projeto “Recrutamento Inclusivo” que resultou no guia para Organizações Interculturais, traduzido em vários idiomas, com o objetivo de elucidar as principais dúvidas relacionadas à contratação de pessoas migrantes. 

E se você gostou do que leu sobre Ana Mansoa e CEPAC, aproveite para conferir aqui o episódio na íntegra. 

Quer ficar por dentro de toda a programação da Cooperativa RPCI?

Siga-nos nas redes sociais: #cidadesinterculturais

Dia Internacional das Pessoas Migrantes: é essencial protegermos as crianças que acolhemos.

Por: Eva Calado

Para assinalar o Dia Internacional das Pessoas Migrantes, dia 18 de dezembro, o Conselho da Europa divulgou o “Handbook on the protection of children against sexual exploitation and sexual abuse in crisis and emergency situations” (Manual para Proteção das Crianças contra o Abuso e Exploração Sexual em Situações de Crise e de Emergência), criado pelo Secretariado do Comité de Lanzarote.

Este é um documento de conteúdo urgente face aos movimentos migratórios que acontecem diariamente no nosso planeta e que colocam as crianças numa situação vulnerável. 

Todos podemos contribuir para proteger estas crianças e cada país tem mesmo certas obrigações a cumprir a este respeito.

São várias as obrigações de cada país no âmbito da Convenção de Lanzarote sobre a Proteção de Crianças contra o Abuso e Exploração Sexual e estão muito bem destacadas e resumidas neste manual.

Salientamos aqui as recomendações acerca da informação que devemos transmitir às crianças quando elas chegam a um novo país (logo após terem as suas necessidades básicas asseguradas):

“Garantir que a criança percebe que:

► tem o direito de não ser forçada a sair: todos devem ser protegidos de serem forçados a sair do seu país. Para as crianças, isso significa que elas não devem ser enviadas para outro país antes de uma avaliação individual com vista a proteger os seus melhores interesses.

► tem direito a uma vida livre de violência: ninguém pode espancá-la ou magoá-la. Se isso acontecer estamos perante uma situação ilegal e os responsáveis devem ser punidos.

► ela tem o direito de ter as suas necessidades básicas asseguradas.

► ela tem direito a proteção especial, como a nomeação de um tutor, acesso a acomodação e educação adequadas à sua idade.

► ela tem o direito de saber para onde será encaminhada (que centro de acolhimento, em que país e em que cidade).

► ela deve apresentar-se prontamente às autoridades para ser registada como criança. Na fronteira, a polícia pode desempenhar um papel particularmente importante, informando as crianças dos seus direitos e proteções específicos.

► ela tem o direito de saber por que razão as suas impressões digitais são tiradas e o que acontece com esses dados depois: explique-lhe que as impressões digitais fazem parte dos procedimentos de identificação e não constituem uma punição ou constrangimento.

► ela tem o direito de saber que procedimentos serão aplicados e as consequências de se registar como uma criança, incluindo informações preliminares sobre a família (reunificação, procedimentos internos de realocação dentro do país/cidade e procedimento de recolocação europeia.)” © Council of Europe, 2022

Este manual está muito bem estruturado e os textos são simples e resumidos o que o torna bastante fácil de ler. Cada seção começa por resumir o que diz a lei acerca das obrigações de cada país, seguindo-se uma lista dos principais desafios a ter em atenção e uma lista das ações de proteção que devem ser postas em prática, terminando com exemplos concretos de iniciativas levadas a cabo por vários países europeus no sentido de proteger as crianças acolhidas.

É um manual essencial de leitura urgente.

Está disponível em Inglês, através deste link: https://rm.coe.int/handbook-on-the-protection-of-children-against-sexual-exploitation-and/1680a8ae86?fbclid=IwAR0ePW-N3JejO60BfW2ljWWtCS-MsdLrcvaLVkQbfGjBDMffBiG8OHIXeMY

#DiaInternacionaldasMigrações #ProteçãodeMenores #Handbook #CouncilOfEurope #DireitosHumanos #InternationalMigrantsDay

Projeto Welcoming Ukrainians – vídeo final

Apresentamos o vídeo final do projeto Welcoming Ukrainians onde reunimos os relatos das cidades e de algumas das pessoas Ucranianas envolvidas no projeto.

O projeto foi promovido pela RPCI Cooperativa e as cidades de V. N. Famalicão, Sta Maria da Feira e Vila Verde, sempre com o apoio do Conselho da Europa, com o objetivo de promover a partilha de práticas, desenvolver e testar ferramentas de acolhimento para melhor integrar as pessoas da Ucrânia, utilizando metodologias participativas. Poderá saber mais sobre este projeto nos seguintes artigos:

Quer ficar por dentro de toda a programação da Cooperativa RPCI?

Siga-nos no YouTube e conheça os nossos outros canais: #cidadesinterculturais

#StandWithUkraine

#inclusão #integração #solidariedade #humanidade

Cidades, Empresas e o Setor Social juntaram-se para Refletir sobre a Empregabilidade e Talento Intercultural em Portugal

No passado dia 8 de novembro, estivemos na Biblioteca de Marvila, em Lisboa, para realizar o evento “Talento Intercultural: Empregabilidade e Retenção de Talentos através de Redes de Colaboração entre Empresas, Municípios e 3º Setor”, organizado pela Cooperativa Rede Portuguesa de Cidades Interculturais e pelas cidades de Lisboa e Loures, e com o apoio do Conselho da Europa.

Do evento ficam as palavras-chave em forma de repto: #humanidade #proximidade #sensibilidade #nãodiscriminação

O encontro ocorreu no formato presencial, transmitido por live streaming através do Facebook, e cumpriu o objetivo de abrir o diálogo entre entidades empregadoras portuguesas, municípios e organizações do 3º setor. Esta iniciativa vai culminar num vídeo com recomendações no sentido de promover o emprego de todas as pessoas e de tornar o mercado de trabalho mais inclusivo através da implementação de redes para a empregabilidade. 

Para a apresentação e mediação das pessoas convidadas e das mesas-redondas, contámos com a participação da inspiradora Paula Cardoso, que abriu a sessão. João Paiva, chefe de Divisão para a Coesão e Juventude da CM Lisboa, falou sobre a importância do evento e fez um agradecimento a todas as pessoas presentes; Nelson Batista, Vereador da Economia e Inovação, CM Loures, destacou que há ofertas de emprego no município e persistem pessoas desempregadas à procura de emprego, muitas delas com pouca qualificação; e, para finalizar a abertura do evento, Sónia Paixão, Vice-Presidente, Responsável pelo Pelouro da Igualdade e Desenvolvimento Social, CM Loures, referiu a importância de trabalhar a interculturalidade interna e externamente à Câmara Municipal.

Seguiu-se a primeira apresentação, realizada pela Cooperativa RPCI, através da Eva Calado e Teresa Leitão para dar a conhecer a cooperativa e o projeto em si. Depois, Patrícia Santiago fez uma breve apresentação sobre o projeto realizado em 2021, denominado  “Mercado de trabalho inclusivo”. E por fim, a apresentação sobre a criação de redes de empregabilidade por Mónica Leonardo da APEA e Rita Albuquerque da Fundação Aga Khan Portugal, que trouxeram alguns dados sobre a Rede Emprega Lisboa.

A primeira mesa de conversa contou com a participação de João Paiva, Chefe de Divisão para a Coesão e Juventude CM Lisboa, da Ana Adega, especialista em intervenção local e comunitária no âmbito das redes de empregabilidade, de Frederico Costa, SEA (Agência de Empreendedores Sociais) e da Carolina Crispim e da Forogh Foladi, CM Cascais. Nessa mesa foi falado sobre O que é talento intercultural?

As pessoas na mesa falaram sobre promover a inclusão e valorizar a diversidade, potenciando os talentos existentes em cada localidade. Falou-se também sobre o Conselho Municipal que a CM Lisboa tem para discussão e participação das associações de pessoas migrantes, por exemplo. Além disso, relativamente ao emprego, foi falado sobre a oferta de vagas em determinadas áreas muito específicas e consequentemente, a dificuldade em encontrar pessoas qualificadas ou, ao contrário, o fato de determinadas vagas serem sempre preenchidas por pessoas migrantes. A captação para a empregabilidade muda a qualidade de vida das pessoas, sendo o talento aquilo que uma pessoa oferece e que a outra pessoa está disposta a receber.  Nessa mesa,  falou-se ainda sobre a FABLAB que é uma fábrica-laboratório para que as pessoas possam aproveitar os seus talentos e iniciarem o próprio negócio. Ter somente o talento não basta, é importante que seja identificado o “core” das pessoas, dar um acompanhamento contínuo, como por exemplo, ter mentiria para o processo de integração e inclusão no ambiente de trabalho, como uma iniciativa de entreajuda. 

A segunda mesa, cujo tema foi A empregabilidade de talento intercultural: o papel das entidades empregadoras e do setor social, composta por Sara Samssudin representante da IKEA Portugal, Joana Borges, da Agência de Empregabilidade Porta Aberta e o Tiago Martins, da Paradigma, trouxe uma discussão interessante sobre o contexto geral da contratação de pessoas diversas, sobretudo as pessoas migrantes. Na IKEA não se consegue medir em números a quantidade de pessoas representantes das diferentes etnias, entretanto, a empresa tem realizado um movimento de contratação de pessoas de outras nacionalidades para que possam, no futuro, tornarem-se líderes dentro da organização. A comunicação tem um papel importante para as organizações, ou seja: a forma como se comunica com o público é determinante para atrair talentos. A Porta Aberta traz a necessidade de haver dinamizações com e pelas associações de pessoas migrantes, na prospeção de empresas, nos parceiros sociais, no apoio social… Nos três anos de projeto, encontraram desafios no que respeita a integração das pessoas migrantes, por conta do idioma, cultura ou outras questões mais sensíveis, tais como: a falta de respostas de cuidado a crianças, os horários de deslocamento para o trabalho, entre outros. Já a Paradigma falou sobre a necessidade de as organizações e as cidades reconhecerem que existe um problema que passa, por vezes, pelas condições dos contratos e dos trabalhos que pessoas migrantes aceitam, trazendo como ideia de solução a melhoria na qualidade dos postos de trabalho. Mas não só, Tiago referiu também a necessidade do apoio local e estatal, bem como o desafio de formar e qualificar essas pessoas, ou por exemplo, a simples tradução do contrato, das informações sobre o trabalho, sessões de informação sobre os serviços mais utilizados pelas pessoas migrantes, como o SEF e Segurança Social. 

O evento foi finalizado com a intervenção da plateia presente, que deixou agradecimentos pela possibilidade de participar do evento.

Retrospetiva, Reflexões e muitas Emoções – Partilha de Experiências com Pessoas Ucranianas

No passado dia 3 de novembro, as cidades de Vila Nova de Famalicão, Vila Verde e Santa Maria da Feira e a Cooperativa RPCI – Rede Portuguesa das Cidades Interculturais juntaram-se na Casa do Território, em V.N. Famalicão onde foi realizado o evento público de partilha de práticas e experiências sobre acolhimento a pessoas ucranianas em Portugal.

O evento “Welcoming Ukrainians – Perspectivas de Acolhimento” resulta do projeto com o mesmo nome que foi realizado com apoio do Conselho da Europa, Programa Cidades Interculturais.

Participaram cerca de 56 pessoas, entre as quais os representantes dos municípios envolvidos no projeto e a comunicação social local.

Após uma curta sessão de fotografias e entrevistas, a anfitriã do evento, Sra Vereadora da Interculturalidade e Integração da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Sofia Fernandes, iniciou a sessão com um resumo do que tem sido feito pelo município no acolhimento e integração das pessoas ucranianas, salientando que atuaram muito rapidamente (no dia seguinte ao início da guerra Rússia-Ucrânia) com equipas no terreno das quais faziam parte pessoas Portuguesas-Ucranianas, que se voluntariaram para ajudar, e com o aumento das turmas de PLA (Português como Língua de Acolhimento). José Leite, técnico da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, acrescenta, na sua exposição: “Criámos o gabinete SOS Ucrânia de forma a dar resposta o mais rapidamente possível às necessidades das pessoas ucranianas”.

Seguiu-se a apresentação da Sra. Presidente da Câmara Municipal de Vila Verde que destacou o trabalho da sua equipa, em especial, da técnica Alexandrina Cerqueira, no acompanhamento e dedicação para com as pessoas ucranianas. Ações a destacar são a criação e distribuição de documentos de apoio pensados para as crianças, a criação de um grupo de WhatsApp para comunicação e apoio permanente e a criação e distribuição de um kit de boas-vindas com os essenciais de conforto e higiene. “Quisemos que nunca se sentissem sozinhos!” adianta Alexandrina Cerqueira na sua partilha, momentos mais à frente.

Por fim, ouvimos a apresentação do Roberto Carlos Reis, técnico do CLAIM – Centro Local de Apoio à Integração de Migrantes e representante da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira. O Roberto partilhou as experiências do município e salientou que o município está sempre disposto a receber e a partilhar conhecimentos, aprendendo também com exemplos como os de Famalicão e Vila Verde. 

A RPCI também teve a oportunidade de se apresentar, falando brevemente sobre o trabalho que a equipa tem desenvolvido na promoção da interculturalidade, sobre este projeto em concreto, e sobre como aderir à Rede RPCI e à Cooperativa com o mesmo nome.

Ouvimos mais em detalhe por parte de cada uma das cidades o trabalho que foi (e está ainda, a ser) feito para acolher e integrar as pessoas ucranianas. E, de seguida, Iuliia Bandura (uma das mulheres ucranianas acolhidas pela cidade de Vila Nova de Famalicão) declamou, em Português, o poema “Mar Português” de Fernando Pessoa. Por fim, tivemos a oportunidade de ouvir diretamente de algumas mulheres ucranianas que foram acolhidas pelas cidades participantes e também de algumas famílias de acolhimento testemunhos sobre o processo de chegada e integração no país. Foi um momento de partilha de experiências muito emocionante, mas muito enriquecedor para quem estava presente. Os ânimos animaram com o momento musical apresentado por 3 jovens ucranianas que, com roupas tradicionais, encerraram o evento.

O encontro aconteceu apenas no formato presencial e cumpriu o objetivo de debater e inspirar ações de acolhimento para as pessoas ucranianas que se encontram em deslocamento forçado, em razão da guerra que atinge o país. 

Em breve, a RPCI publicará no seu site um guia de práticas com o resumo das principais aprendizagens e recomendações recolhidas ao longo do projeto e do evento.

#StandWithUkraine

#inclusão #integração #solidariedade #humanidade

Como as cidades Portuguesas estão a acolher as pessoas Ucranianas?

Este seminário surge como parte do trabalho que está a ser desenvolvido em parceria com a ICC – Intercultural Cities Network, a Câmara Municipal de Famalicão, a Câmara Municipal de Santa Maria da Feira e a Câmara Municipal de Vila Verde, no âmbito do projeto “Welcoming Ukrainians”.

DATA:  3 de novembro de 2022

HORA:  14:30 – 17:00

LOCAL:  Casa do Território, Vila Nova de Famalicão

Este evento é presencial e gratuito!

O objetivo desta iniciativa é partilhar os projetos e as práticas que as cidades Portuguesas levaram (e estão a levar) a cabo no que diz respeito ao acolhimento de pessoas Ucranianas. Pretendemos criar um espaço de partilha entre cidades e outras entidades envolvidas no acolhimento de pessoas em situação de refúgio, proteção temporária e asilo.

A quem se destina?
– Municípios e Autarquias, Organizações sociais com atuação no acolhimento de pessoas refugiadas e Associações representativas de pessoas refugiadas

Capacidade: 50 pessoas
Estacionamento: no recinto

Programa:

14:30 – Sessão de boas-vindas e abertura

– Sofia Fernandes, Vereadora da Interculturalidade e Integração da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão

– Município de Santa Maria da Feira

– Júlia Rodrigues Fernandes, Presidente do Município de Vila Verde

– Rede Portuguesa das Cidades Interculturais (RPCI)

15:15 – Acolhimento em perspetiva

– Alexandrina Cerqueira, Município de Vila Verde

– José Leite, Município de Vila Nova de Famalicão

– Roberto Carlos Reis, Município de Santa Maria da Feira

– Testemunhos de famílias de acolhimento

15:45 – Apontamento poético “Mar Português”, Iuliia Bandura

15:50 – Coffee break

16:10 – Perspetivas de Acolhimento

– Testemunhos de pessoas acolhidas

16:40 – Apontamento musical ucraniano, Karina Bakhovska, Sofia Bakhovska, Yuliia Bakhovska e Sofia Bandura

16:45 – Encerramento

Como participar? Todos as pessoas interessadas deverão preencher este formulário: https://forms.gle/MgTKNvTt4GiQ8exVA com os seus dados e informações solicitadas. Posteriormente será enviada confirmação da inscrição e mais informações.

#inclusão #integração #solidariedade #humanidade

Bem-vindos à RPCI, Barcelos.

É com muito orgulho e prazer que recebemos mais um membro na rede!

A Câmara Municipal de Barcelos anunciou recentemente a sua adesão à Rede Portuguesa de Cidades Culturais, nomeadamente para dar continuidade e força ao desenvolvimento das estratégias interculturais que tem realizado e à gestão baseada nos princípios da parceria, igualdade de oportunidades e não discriminação.

Barcelos tem uma dimensão de 379,4 km2, um total de 61 freguesias e uma população residente é composta por 116.766 pessoas.

Esta informação foi-nos passada pelo Sr. Presidente da Câmara Municipal de Barcelos, Mário Constantino Lopes, que também adianta o seguinte:
“Ao longo dos anos, a Câmara Municipal de Barcelos tem desenvolvido a sua atividade sobre os princípios da igualdade e não discriminação, e fez progressos significativos ao assinar uma série de protocolos e documentos para a promoção da igualdade (por exemplo, Protocolo de Cooperação para a Igualdade e Não Discriminação – nova geração). Uma atividade que facilitou uma abordagem multidimensional (cultural, política, jurídica, educacional, social, económica), dando origem à integração no PDS – Plano de Desenvolvimento Social de Barcelos 2021 – de um forte investimento nos domínios da prevenção e da intervenção, reforçando a cidadania e os direitos fundamentais.”
“O município de Barcelos regista com orgulho uma evolução positiva no número de imigrantes. Há imigrantes de 70 nacionalidades diferentes que vivem no território, sendo a comunidade brasileira a principal entre as comunidades existentes.
Nos últimos cinco anos, as principais nacionalidades imigrantes foram: Brasileira, ucraniana, espanhola e venezuelana, a comunidade brasileira destacando-se com 893 cidadãos, um número superior ao das outras 69 nacionalidades.”

A parceria com a RPCI parece-nos um passo natural num munícipio que “trabalha diariamente em prol da integração, igualdade e interculturalidade.” Mário Lopes acrescenta ainda que “no âmbito deste trabalho, devemos também mencionar o acompanhamento, acolhimento e integração que tem sido levado a cabo pela Divisão de Ação Social e Saúde desde Março de 2022 para os refugiados da guerra na Ucrânia em diferentes áreas, incluindo saúde, emprego e educação. A Câmara Municipal de Barcelos acolheu 287 ucranianos, 97 dos quais residem atualmente no território, constituindo na sua maioria famílias monoparentais, principalmente mães e crianças.

Com esta parceria, Barcelos cimenta assim alguns dos seus valores mais importantes: a luta pela diversidade, inclusão e interculturalidade da nossa sociedade. Parabéns!

Podem também consultar o website do município de Barcelos e seguir as suas redes sociais:

Facebook: https://www.facebook.com/MunicipioBarcelos/

Instagram: https://www.instagram.com/municipiodebarcelos/?hl=en

YouTube: https://www.youtube.com/user/MunicipioBarcelos

Aproveite para conhecer todas as cidades da Rede, aqui:

Seminário sobre talento intercultural: trabalho colaborativo entre entidades empregadoras e cidades para mais oportunidades

Este seminário surge como parte do trabalho que está a ser desenvolvido em parceria com a ICC – Intercultural Cities Network, a Câmara Municipal de Lisboa e a Câmara Municipal de Loures, no âmbito do projeto “Employability networks” (Redes para a Empregabilidade).

DATA: 8 de novembro de 2022

HORA: 14:00 – 17:30

LOCAL: Biblioteca de Marvila, Lisboa

Este evento é presencial e gratuito!

O objetivo desta iniciativa é potenciar o trabalho de colaboração entre entidades empregadoras portuguesas, municípios e organizações do 3º setor para promover o emprego de todas as pessoas e conhecer o que já tem sido feito no sentido de tornar o mercado de trabalho mais inclusivo.
Pretendemos sensibilizar mais entidades empregadoras para este tema e, indiretamente, criar mais oportunidades.

A quem se destina?
– Entidades empregadoras que desejem potenciar, atrair e reter talentos interculturais na sua organização;
– Organizações do 3º setor que trabalhem neste âmbito;
– Municípios e serviços públicos envolvidos na área da empregabilidade.

Capacidade: 170 pessoas, acessível para cadeiras de rodas.
Estacionamento: zona residencial sem parquímetros.

Programa:

14:00 – Receção

14:15 – Acolhimento e boas-vindas

14:30 – Sessão de abertura

-Apresentação da RPCI e do projeto ”Employability Networks (RPCI)

-Apresentação sobre a criação de redes de empregabilidade (CM Lisboa)

-Apresentação do projeto «Mercado de trabalho inclusivo» – 2021 (CM Loures)

15:00 – 1ª Mesa-redonda
-Exemplos e recomendações na empregabilidade de talento intercultural: o papel das cidades

16:00 – Pausa para café

16:15 – 2ª Mesa-redonda
-A empregabilidade de talento intercultural: o papel das entidades empregadoras e do setor social

17:15 – Debate
17:30 – Encerramento 

Como participar? Todos as pessoas interessadas deverão preencher este formulário com os seus dados e informações solicitadas. Posteriormente será enviada confirmação da inscrição e mais informações.

O Gênero e Interculturalidade em formato Podcast

Por: Danielle Menezes, em português brasileiro.

Ao longo de 2022, a cooperativa Rede Portuguesa das Cidades Interculturais está desenvolvendo um projeto intitulado “Gênero e Interculturalidade”, apoiado pelo Conselho da Europa e pelas cidades de Lisboa, Oeiras e Vila Verde, com o objetivo de promover a reflexão, discutir algumas práticas sobre gênero e suas interseccionalidades, desconstruir alguns mitos e preconceitos que rondam o assunto e informar a população que reside em Portugal.

Para tanto, assumimos o compromisso de realizar três episódios, sobre assuntos que conversem com gênero e a interculturalidade. A conversa de setembro foi com a jornalista Paula Cardoso, fundadora da plataforma digital Afrolink, tendo como tema central o antirracismo. Falamos sobre o impacto do racismo em questões como comunicação, empregabilidade e educação. Foi uma conversa riquíssima e bastante longa que acabou por ser dividida em dois episódios que já estão no ar. 

Quem é Paula Cardoso?

Nascida em Moçambique e criada em Portugal, Paula é licenciada em Relações Internacionais e soma quase 20 anos de experiência em jornalismo, em um percurso iniciado na revista Visão e amadurecido em Angola, na direção do site do Novo Jornal.

É fundadora da comunidade digital “Afrolink” e autora da série de livros infantis “Força Africana”, projetos desenvolvidos para promover uma maior representatividade negra na sociedade portuguesa.

Com o mesmo objetivo, juntou-se à equipe de hosts do “Black Excellence Talk Series”, e ao painel residente do talk-show online “O Lado Negro da Força”. Integra ainda o Fórum dos Cidadãos, associação que visa contribuir para revigorar a democracia portuguesa e é uma das mentoras do HeforShe Lisboa, movimento internacional com vista a um esforço global pela Igualdade de Género. 

O que faz o Afrolink?

O Afrolink é um projeto lançado em setembro de 2019 e nasceu como um grupo privado no Facebook, após um período de incubação no extinto programa de ignição de negócios. O projeto tem como função a criação de redes entre profissionais de origem africana e pessoas afrodescendentes residentes em Portugal – ou com ligação ao país –, com o propósito de partilhar experiências, valorizar competências, criar alianças, divulgar e apoiar negócios.

Tem inspiração nos movimentos “Support Black Business” e “Black Money”, originários dos EUA e do Brasil, respectivamente. Nesta linha, surgiram já algumas parcerias, nomeadamente com a fundadora da Revista Mulher Africana, Isabel Manique Flores, bem como com a DC_design, do cabo-verdiano David Chantre. O projeto também atua na promoção de uma educação intercultural, trazendo profissionais com experiência em práticas pedagógicas inovadoras nas áreas da animação sociocultural, narração de histórias e educação para a diversidade. 

Além disso, também estão disponíveis para a participação em conferências e palestras sobre os mais variados assuntos. Profissionais na área da Engenharia, arquitetura, eletricidade, psicologia e várias outras profissões, disponíveis para ajudar as instituições que sentem dificuldades em encontrar pessoas oradoras negras para debates que não se enquadrem na temática étnico-racial. 

Se interessou? Então acesse o nosso podcast Portugal Plural, ouça e compartilhe com a sua rede os dois episódios desta conversa com a Paula Cardoso.